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Chrysler suspende produção por um mês

A montadora americana Chrysler, que aguarda ajuda financeira de Washington, anunciou nesta quarta-feira que fará uma paralisação técnica de um mês em todas as fábricas do grupo.

AFP |

Citando um mercado cada vez mais retraído e escassez de crédito nos Estados Unidos, a Chrysler anunciou que fará "ajustes significativos em seu calendário de produção".

"Toda a atividade de produção da Chrysler será interrompida a partir desta sexta-feira, 19 de dezembro. Os empregados envolvidos não voltarão a trabalhar antes do dia 19 de janeiro de 2009", destaca o comunicado da terceira principal montadora americana, depois de General Motors e Ford.

A Chrysler explicou que apenas ampliou a paralisação de Natal, já prevista, com o objetivo de "manter a produção e os estoques alinhados à atual demanda do mercado americano".

Segundo David Elshoff, porta-voz da Chrysler, a decisão envolve 30 unidades da montadora na América do Norte, que empregam cerca de 46 mil pessoas.

Durante esta "paralisação técnica", os trabalhadores envolvidos receberão uma remuneração parcial, informou Elshoff.

A montadora destacou que já comunicou a decisão ao sindicato United Auto Workers, a seus empregados e aos fornecedores.

Segundo o grupo, seus distribuidores informaram que há "muitos potenciais compradores para os veículos Chrysler, Jeep e Dodge", mas os negócios não são fechados por falta de financiamento.

"Na semana passada, vários construtores de automóveis anunciaram ajustes significativos em sua produção para o primeiro trimestre de 2009", lembra o comunicado.

A Chrysler foi atingida em cheio pela queda livre no mercado de veículos, já que seus principais modelos, do tipo 4x4 e pickup, sofreram particularmente com a redução da demanda.

As vendas da Chrysler nos Estados Unidos caíram 47% em novembro, após um recuo de 35% em outubro e de 33% em setembro.

Na sexta-feira passada, a General Motors informou que irá paralisar 30% de sua produção na América do Norte, para reagir "à rápida deterioração das condições do mercado".

A maior montadora dos EUA explicou que sua decisão se deve à queda de 26% nas vendas mundiais de automóveis registrada em novembro. A GM, sozinha, amargou uma queda de 41%.

Especialistas estimam que Chrysler e General Motors estão à beira da concordata.

Nesta quarta-feira, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse que sua administração anunciará "relativamente rápido" a decisão sobre a ajuda federal às montadoras.

"Refleti sobre todos os aspectos, vocês sabem. É preciso que isso seja acertado relativamente rápido", disse Bush, em entrevista à rede FOX News, segundo trecho antecipado pela emissora.

"Eu examino todas as opções", repetiu Bush, referindo-se à maneira como seu governo poderá ajudar as montadoras.

Ele voltou a dizer que dois "princípios" guiarão sua decisão: impedir que uma quebra fora de controle dos fabricantes de automóveis cause "muitos estragos na economia, além do que nós assistimos nesse momento"; e não gastar dinheiro público "a fundo perdido", ajudando empresas incapazes de recuperar sua competitividade em longo prazo.

Depois do fracasso de um plano de resgate negociado com o Congresso, o governo Bush garantiu que não deixará as montadoras sucumbirem a uma "falência fora de controle", que teria efeito devastador sobre uma economia em situação já delicada.

Na semana passada, a Câmara de Representantes aprovou um plano de emergência para o setor, de 14 bilhões de dólares, mas o projeto caiu no Senado, após uma dura oposição dos senadores republicanos.

afp/sd/tt/LR

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