A montadora americana Chrysler anunciou nesta sexta-feira que reduzirá em um quarto o total de seus postos de trabalho administrativos e interinos, cancelando 5.000 empregos, até o final do ano. A empresa segue o caminho de outros construtores nos Estados Unidos, Europa e Ásia, como GM, Fiat e Hyundai

Na França, os dois grandes fabricantes franceses, Peugeot-Citroën e Renault, vão fechar temporariamente algumas de suas fábricas para reduzir a produção em conseqüência da queda das vendas na Europa.

A Renault já havia anunciado a redução de 20% de sua produção no quarto trimestre de 2008; várias de suas fábricas ficarão fechadas durante uma ou duas semanas também em suas unidades no exterior.

Segundo o principal sindicato francês, a CGT, esta decisão afeta a "quase totalidade" das fábricas do grupo na França.

No exterior, a produção será suspensa temporariamente em Bursa (Turquia), Moscou e Novo Mesto (Eslovênia).

Segundo a imprensa espanhola, para 2009, o grupo prevê conceder férias coletivas a quase 5.500 operários de sua unidade em Valladolid (centro da Espanha).

O grupo Renault (veículos de Renault, Dacia e Samsung), que emprega 80.000 pessoas na Europa e da qual o Estado francês possui 15% das ações, anunciou recentemente a supressão de 6.000 postos de trabalho na Europa, 4.900 deles na França.

Por sua vez, a PSA Peugeot Citroën anunciou que quase todas suas unidades de produção na Europa serão afetadas pela paralisação parcial de atividades, de modo a reduzir em 30% a produção prevista no quarto trimestre.

O construtor italiano Fiat e o alemão Daimler também anunciaram uma revisão de suas expectativas.

Já o americano General Motors anunciou quinta-feira que vai recorrer a demissões, sem dar cifras, para enfrentar suas dificuldades financeiras, uma vez que seu programa de demissões voluntárias não está sendo considerado suficiente, segundo carta enviada aos empregados.

Citando um mercado automotivo "degradado" e "perspectivas preocupantes" para a economia mundial, a direção da GM "está tomando medidas em nível mundial para responder a nossa crescente necessidade de conservar liqüidez", diz a carta divulgada no site do Wall Street Journal.

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