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WASHINGTON - A montadora Chrysler pediu nesta terça-feira ao Congresso dos Estados Unidos que aprove em breve um empréstimo ponte para que a companhia possa continuar suas operações e sobreviver em longo prazo.

Em declarações à imprensa, o presidente da Chrysler, Jim Press, disse que o empréstimo que o Congresso concederia evitaria a demissão de trabalhadores, no momento em que a companhia, da mesma forma que Ford e General Motors (GM), enfrenta uma crise de liquidez.

"Estamos tentando preservar nosso estilo de vida e nossos trabalhos", declarou Press em Baltimore, de onde os EUA exportam 150 mil veículos da Chrysler a cada ano.

O setor automotivo está "sob ataque" em diversas frentes, disse o presidente da companhia ao se referir à crise financeira global e a recessão na qual o país está imerso.

O diretor não informou sobre o montante que solicitará ao Congresso, mas em audiências em 18 e 19 de novembro, o principal executivo da Chrysler, Robert Nordelli, calculou que a firma precisará de aproximadamente US$ 7 bilhões para fazer frente à crise atual.

As chamadas "Três Grandes de Detroit" tinham como prazo até esta terça para apresentar ao Congresso seus respectivos planos de reestruturação e viabilidade a longo prazo, antes de discutir uma possível iniciativa de resgate para o setor automotivo.

Das três companhias com sede em Detroit, até o momento só a Ford apresentou um plano, detalhado em 33 páginas, que inclui um forte investimento em tecnologia de ponta nos próximos sete anos.