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Chineses mantêm barreiras a açúcar, arroz e algodão

O governo da China anunciou ontem que não reduzirá suas barreiras para a importação de açúcar, arroz e algodão e foi duramente criticado pela postura. A China e os demais países emergentes precisam entender que precisam adotar uma postura responsável e também oferecer ganhos ao sistema multilateral, resumiu Anne Marie Idrac, secretária de Comércio da França.

Agência Estado |

A resistência dos chineses em abrir seu mercado de algodão impede um acordo para o setor. Isso porque os americanos dizem que só cortarão seus subsídios se forem compensados com maiores possibilidades de exportação.

Outro problema seria o açúcar. Hoje, a tarifa imposta pela China sobre o açúcar é de 60%, com cota de 2 milhões de toneladas por ano para o Brasil. Para Marcos Jank, presidente da Unica, Pequim e outros países emergentes já obtiveram ganhos importantes no pacote que se discute na Rodada Doha. Mas ele admite que os prejuízos imediatos para o Brasil não mudam em relação às atuais leis. "O mercado chinês já é difícil e continuará difícil." Hoje, o Brasil exporta 50 mil toneladas de açúcar por ano para o país.

O anúncio de Pequim irritou os americanos, que acreditavam que os chineses já haviam embarcado na idéia de um acordo nos próximos dias.

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