O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), criticou hoje a posição de grandes empresas, que, por meio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), apoiam a proposta de corte de salários e da jornada de trabalho, sem dar garantias de emprego. Chinaglia defendeu o fortalecimento do mercado interno e lembrou que as empresas, principalmente do setor automotivo, já foram beneficiadas pelo governo com medidas contra a crise, entre elas a redução de impostos e o aumento na concessão de crédito.

"Penso que a Fiesp poderia ampliar o seu leque de opções, porque batalhar apenas por redução de impostos em uma primeira fase e depois, quando vem a crise, não manter mercado interno fortalecido, isso joga contra o Brasil. Joga contra os trabalhadores que pagam a conta, imediatamente, mas joga também contra a indústria", disse Chinaglia, que participou de um evento na Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto (interior de SP).

Segundo o presidente da Câmara, o crescimento no mercado interno nos últimos quatro anos criou condições de compra e melhorou e economia. "Isso levou o empresariado brasileiro a ganhar muito dinheiro, com o setor da indústria batendo recordes. Penso que os sindicalistas, tanto patronais como trabalhadores, busquem o entendimento", afirmou Chinaglia. Ele lembrou ainda da ação da Câmara, considerada rápida pelo deputado, na aprovação de medidas do governo contra a crise, como a da compra de bancos privados pelos públicos.

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