A China advertiu que se nega a abrir seus mercados a três produtos agrícolas importantes, provocando a irritação de outros países em desenvolvimento nas discussões da Organização Mundial do Comércio (OMC) em Genebra.

Os negociadores chineses indicaram que Pequim se nega a reduzir suas tarifas do arroz, algodão e açúcar, ao contrário do que deram a entender nos primeiros dias da conferência ministerial iniciada na segunda-feira passada.

Esses anúncios provocaram fortes protestos da parte de outros países emergentes com economias dependnetes de um único produto de exportação, como a Tailândia como arroz e alguns países africanos com o algodão.

A posição chinesa também contradiz os interesses do Brasil, exportador de açúcar de cana, e da Índia, de algodão.

O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, apresentou na sexta propostas que, pela primeira vez, permitem vislumbrar uma saída para as difíceis negociações entre os exportadores agrícolas do Sul e os exportadores industriais do Norte na Rodada de Doha, lançada em 2001.

Esse projeto prevê que os países em desenvolvimento reduzam até 36% as tarifas alfandegárias de suas importações agrícolas.

Segundo um diplomata presente nas reuniões, a China anunciou, além disso, que não participará em nenhuma negociação setorial sobre produtos industriais, gerando críticas por parte da Tailândia, Taiwan, Paraguai e Uruguai.

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