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China tomará mais medidas para combater crise

PEQUIM - A China tomará mais medidas, incluindo corte de impostos e aumento dos investimentos, para impulsionar a demanda doméstica e conter o impacto da crise financeira, informou o Partido Comunista nesta sexta-feira. Pequim tem demonstrado forte preocupação com o desaquecimento abrupto da economia. O governo anunciou no início do mês um pacote fiscal de 4 trilhões de iuanes (US$ 586 bilhões) e o banco central fez nesta semana o maior corte de juro desde a crise asiática de 1997.

Reuters |

"A crise financeira global ainda está se espalhando. Seu choque e as perdas resultantes para a economia global estão aumentando. O impacto em nosso crescimento econômico também vai ficar cada vez maior", concluiu o partido durante uma reunião, segundo a estatal China Central Television (CCTV).

"Nós precisamos ter estimativas completas das dificuldades potenciais e seguir com preparativos sobre possíveis medidas. Manter um crescimento econômico estável e rápido deve ser a prioridade número um de nosso trabalho no próximo ano."

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) chinês desacelerou para 9% no terceiro trimestre, ante 11,9% em todo o ano de 2007. Autoridades já alertaram que os dados de novembro podem sinalizar um desaquecimento ainda mais forte.

O governo também está preocupado com o impacto do desemprego na estabilidade social.

O governo vai adotar políticas macroeconômicas "flexíveis e prudentes para manter o crescimento, incluindo uma política fiscal expansionista e política monetária moderadamente frouxa", acrescentou o partido.

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