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China tem o menor juro em 11 anos

A China realizou ontem o maior corte de juros em 11 anos, no momento em que crescem os indícios de forte desaceleração da economia e aumentam os protestos de desempregados no Sul do país. O Banco do Povo da China reduziu a taxa básica para empréstimos de um ano em 1,08 ponto percentual, bem acima do que esperavam os analistas e do 0,27 ponto percentual adotado em cortes recentes.

Agência Estado |

A última vez em que a China reduziu os juros nessa proporção foi em 1997, durante a crise asiática.

A autoridade monetária também diminuiu a quantidade de dinheiro que os bancos devem deixar imobilizada no banco central, sem emprestar. O corte foi de 1 ponto percentual, para 15% dos depósitos, o que eleva em US$ 53 bilhões o volume de recursos que o sistema financeiro pode utilizar para concessão de financiamentos.

A taxa básica para empréstimos de um ano está agora em 5,58%, enquanto a incidente sobre depósitos de mesmo prazo caiu para 2,52%.

Os sinais de alarme do governo chinês em relação ao agravamento da crise eram evidentes ontem na versão online do jornal oficial China Daily, editado pelo Conselho de Estado, que chegou a criar um fórum de discussão sob o título "A China caminha para a recessão?"

Muitos analistas esperam que o ritmo de crescimento da economia caia para menos de 5% no primeiro semestre de 2009, mas acreditam que haverá reação nos meses seguintes em razão do pacote de investimentos de US$ 586 bilhões anunciado há duas semanas.

Os recursos serão destinados a obras de infra-estrutura, como ferrovias, estradas, portos, aeroportos e hidrovias, e deverão ser gastos até 2010.

Na avaliação da economista Wang Tao, do banco UBS, o agressivo corte de juros demonstra que o governo "vai continuar a usar todas as opções de políticas disponíveis para evitar que o crescimento se reduza de maneira acentuada".

Anteontem, o Banco Mundial diminuiu sua estimativa de crescimento da China em 2009 de 9,2% para 7,5% _se confirmado, será o menor índice desde 1990. O número está abaixo dos 8% que muitos economistas consideram necessários para criar os 10 milhões de novos empregos por ano que o país precisa.

Com a redução do ritmo de crescimento, aumenta a probabilidade de conflitos sociais, uma das maiores preocupações do governo. Na terça-feira, cerca de 500 ex-empregados da fábrica de brinquedos Kaida entraram em confronto com a polícia, destruíram carros e motos e atacaram o prédio da empresa. O grupo protestava contra a ausência de indenização nas demissões. A maioria tem mais de cinco anos de trabalho, mas a empresa decidiu só pagar compensação aos que eram contratados há mais de sete anos.

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