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China tem menor expansão em 8 anos

A economia chinesa deu uma freada brusca no quarto trimestre de 2008, o que derrubou o índice de crescimento do ano para 9%, o menor desde 2001. Sob impacto da crise global, o Produto Interno Bruto (PIB) do país teve expansão de 6,8% de outubro a dezembro, quase metade do ritmo verificado nos últimos três meses de 2007.

Agência Estado |

Para este ano, analistas já reduzem as projeções de crescimento da terceira maior economia do mundo. Alguns falam em índices próximos de 6%.

O país não experimenta uma velocidade tão lenta desde 1990, quando o PIB teve alta de 3,8% em consequência dos efeitos do massacre de estudantes que realizaram manifestações pró-democracia na praça da Paz Celestial, em junho de 1989. Na época, o processo de reforma econômica foi paralisado e investidores internacionais fugiram do país.

A economista-chefe do banco UBS na China, Wang Tao, reviu sua estimativa de crescimento de 2009 de 7,5% para 6,5%. Em sua avaliação, o índice ficará abaixo de 6% no primeiro semestre e terá reação na segunda metade do ano, em razão do pacote de estímulo de US$ 598 bilhões anunciado pelo governo em novembro.

As estatísticas oficiais não comparam o crescimento do quarto trimestre em relação ao terceiro, mas o economista-chefe do Standard Chartered para a China, Stephen Green, calcula que o indicador foi zero ou ligeiramente negativo. Para este ano, ele aposta em alta de 6,8%.

Existe quase um consenso entre os especialistas de que a China tem de crescer pelo menos 8% ao ano para gerar os cerca de 12 milhões de novos empregos necessários para absorver os camponeses que se mudam para as cidades e os jovens que entram no mercado de trabalho.

"A crise financeira internacional está se aprofundando e se espalhando, com persistente impacto negativo sobre a economia doméstica", diz o relatório do Escritório Nacional de Estatísticas sobre o PIB de 2008.

O ritmo de expansão da China está em queda desde o fim de 2007, ano em que a economia cresceu 13%, de acordo com dados revisados divulgados na semana passada. O indicador passou de 10,6% no primeiro trimestre de 2008 para 10,1% no segundo, 9% no terceiro e 6,8% no quarto.

O comércio internacional é o setor que sofreu o maior impacto da desaceleração mundial - uma má notícia para o Brasil, já que a China foi o segundo maior parceiro comercial do País no ano passado, atrás apenas dos Estados Unidos.

A derrubada do preço das commodities e a menor demanda interna levaram as importações chinesas a uma contração de 8,8% nos últimos três meses de 2008, enquanto as exportações subiram apenas 4,3% no mesmo período.

Os embarques brasileiros para a China tiveram queda de 30,13% em novembro, depois terem crescido 63% até outubro. As exportações se recuperaram um pouco em dezembro, numa alta modesta de 6,79%.

No ano, as vendas chinesas ao exterior somaram US$ 1,429 trilhão, com alta de 17,2%: 8,5 pontos percentuais abaixo do aumento obtido em 2007. As importações foram de US$ 1,133 trilhão: 18,5% a mais que no ano anterior, no qual a alta havia sido de 20,8%.

O superávit comercial da China cresceu 12,7% e atingiu o recorde de US$ 295,5 bilhões - 12 vezes mais que o saldo brasileiro no mesmo período. A redução do ritmo de crescimento nas exportações levo foi um dos motivos que levaram ao fechamento de milhares de fábricas na província sulista de Guangdong, que concentra setores como brinquedos, calçados e têxteis. Wang Tao, do UBS, estima que 15 milhões de pessoas perderão seus empregos no país até a metade do ano, sendo a maioria migrantes rurais.

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