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China também tem interesse no Lehman Brothers

Richard Fuld Jr. não gosta de ver as pessoas falando mal da sua empresa.

Agência Estado |

Há cinco semanas, depois de ter sido novamente alvo de boatos, o presidente e executivo-chefe do banco Lehman Brothers enviou um memorando para seus 25 mil funcionários em todo o mundo.

Ao contrário da crença popular, dizia o e-mail, o Lehman goza de boa saúde financeira. Ativos hipotecários problemáticos que levaram o banco a anunciar perdas de US$ 9 bilhões no último ano estão sendo remediados. "Estamos trabalhando para proteger a empresa de futuras distorções do mercado", acrescentava Fuld.

Ele ainda destacou que "o ramo de gerenciamento de investimentos por si só vale entre US$ 8 bilhões e US$ 10 bilhões, valor próximo à capitalização de mercado de toda a firma na sexta-feira". Quando muitos dos empregados do banco Lehman chegaram ao fim do memorando de Fuld, concluíram que ele tinha acabado de colocar o negócio à venda.

As combalidas ações do banco Lehman voltaram à vida na sexta-feira em meio a boatos de que o Banco Coreano de Desenvolvimento, de administração estatal, estaria considerando a possibilidade de fazer uma oferta. Os rumores se seguiram a informações de que Fuld mantivera conversas com investidores chineses e sul-coreanos tratando da compra de até 50% das ações do Lehman.

Enquanto isso, o banco ainda enfrenta problemas provocados por mais de US$ 75 bilhões em empréstimos alavancados, ativos hipotecários abandonados e investimentos em propriedades comerciais que a empresa tenta remover do seu balanço patrimonial.

"O Lehman vai bem, apesar de todos os boatos que circulam", disse uma fonte próxima à empresa. "Mas há pressão dos investidores pela venda de ativos e é isso que vai acontecer."

Os resultados do terceiro trimestre, ainda não publicados, prometem ser uma leitura funesta: analistas prevêem perdas adicionais de US$ 3 bilhões. Apesar de o balanço patrimonial do banco ter sido menos atingido durante o aperto de crédito do que o de concorrentes como Merrill Lynch e Morgan Stanley, especialistas temem que o pior ainda esteja por vir.

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