Pequim, 30 out (EFE).- A China respondeu hoje ao candidato democrata à Casa Branca, Barack Obama, que atribuiu o déficit comercial americano com a China à manipulação do valor do iuane, que aumentou em 20% seu valor em relação ao dólar desde a liberalização parcial da moeda, em julho de 2005.

Segundo a porta-voz de turno do Ministério de Assuntos Exteriores chinês, Jiang Yu, "a taxa de câmbio do iuane não é a causa do déficit comercial dos Estados Unidos".

Jiang disse que, em um contexto de globalização e crise como o que está vivendo o mundo atualmente, "levantar as barreiras ao comércio e à exportação" ajudaria os dados americanos, principalmente a respeito da exportação.

"Achamos que isso melhoraria seu déficit comercial", disse a porta-voz, que disse que o "impacto adverso" da crise financeira mundial obriga a aumentar a cooperação internacional.

Neste sentido, evitou se pronunciar sobre as eleições americanas no próximo dia 4 de novembro, alegando que se trata de "um assunto interno", mas se mostrou confiante de que os dois grandes partidos dos Estados Unidos continuarão estreitando laços com a China.

"Seja quem for que ganhe as eleições, concederá importância às relações entre Estados Unidos e China", acrescentou.

Além disso, a China continuou sem confirmar sua presença na cúpula econômica do G20 organizada por Washington, mas reconheceu ter recebido o convite oficial americano.

"Estamos considerando participar (da cúpula), mas ainda estão sendo discutidos os detalhes com os Estados Unidos", concluiu a porta-voz. EFE gmp/an

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