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China reduz juros para sustentar seu plano de retomada econômica

A China anunciou nesta quarta-feira uma redução substancial de sua taxa básica de juros, além de uma baixa da taxa de reserva dos bancos, para garantir mais liquidez, facilitar o crédito e sustentar seu grande plano de retomada da economia.

AFP |

O Banco do Povo (BC chinês) indicou que suas taxas de juros seriam cortadas em 108 pontos de base, ou seja quatro vezes mais que as três baixas decididas anteriormente, em meados de setembro (27 pontos de base).

A partir de quinta-feira, as taxas de empréstimos com vencimento em um ano passarão de 6,66% para 5,58%. As taxas sobre os depósitos, de 3,60% para 2,52%.

Paralelamente, os bancos poderão conservar menos dinheiro em seus cofres, pois suas taxas de reservas obrigatórias foram reduzidas em 100 pontos de base para os grandes estabelecimentos, o dobro para os outros, a partir de 5 de dezembro.

A dupla medida visa estimular a economia, garantindo "liquidez adequada no sistema bancário" e "facilitando um crescimento estável do crédito", segundo o Banco Central.

Segundo Glenn Maguire, economista em chefe do Société Générale Corporate and Investment Banking (SGCIB) em Hong Kong, "com a queda das reservas obrigatórias dos bancos, cerca de 700 bilhões de yuans vão poder ser liberados", ou seja 79,55 bilhões de euros.

Ao reduzir o aluguel do dinheiro e melhorar a liquidez, o governo espera ajudar na adoção de seu grande plano de retomada econômica de 4 trilhões de iuanes (586 bilhões de dólares) até o fim de 2010, dos quais uma parte não determinada deve ser concedida pelo setor privado.

Anunciado em 9 de novembro, este plano visa estimular a demanda interna para conter o desaquecimento de seu crescimento e a estagnação de suas exportações ligadas à crise financeira mundial.

Pequim quer dar apoio firme ao mercado interno num momento em que a economia mundial está entrando em recessão severa e em que os últimos indicadores sugerem um desaquecimento precipitado da atividade econômica do setor privado", comentou Franck Gong do JP Morgan.

"A queda significativa das taxas deve aliviar a carga de financiamento das empresas chinesas e encorajar a demanda interna", disse.

"Isto mostra que o gvoerno ataca numa nova frente para estimular o crescimento", destacou Stephen Green, economista da Standard Chartered.

A China controlou sua inflação, mas está preocupada com o desaquecimento de sua economia e as ameaças que pesam sobre o mercado de trabalho.

O crescimento do PIB atingiu seu mais baixo nível trimestral em cinco anos entre junho e setembro, a 9%.

Terça-feira, o Banco Mundial previu um crescimento de 7,5% para a China em 2009. Este nível seria o mais fraco em 19 anos porque, desde 1991, a China vem registrando taxas de crescimento de entre 8% e quase 14%, fora a de 1998-1999, quando o ritmo foi de 7,8% e 7,6%.

jg/lm

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