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China quer Obama como aliado

O presidente da China, Hu Jintao, afirmou ontem na capital do país, Pequim, que irá trabalhar em conjunto com o presidente americano eleito na semana passada, Barack Obama, em questões globais, incluindo a crise financeira. A emergência no país asiático como potência global deve representar o mais importante desafio da política externa dos Estados Unidos no século 21, afirmam analistas.

Agência Estado |

E o melhor caminho para enfrentá-lo é o diálogo e o engajamento, e não a crítica e o confronto.

Em linhas gerais, essa é a posição do principal assessor para a Ásia do presidente eleito Barack Obama, Jeffrey Bader, diretor do John L. Thornton China Center, do Brookings Institution.

"Se tratarmos a China como um inimigo, vamos ter um inimigo. Mas, se nós tratamos a China como um potencial parceiro, nós vamos ganhar em cooperação e apoio", escreveu Bader num texto de aconselhamento aos candidatos presidenciais, elaborado em parceria com Richard C. Bush III, também do Brookings Institution.

O governo chinês recebeu a eleição de Obama com mais entusiasmo do que seria esperado, já que os democratas costumam ser identificados com medidas protecionistas, potencialmente prejudiciais às exportações do país asiático.

O presidente norte-americano eleito terá posições menos unilaterais nas relações com os demais países do que seu antecessor republicano George W. Bush, na avaliação de Cui Liru, presidente do Instituto Chinês de Relações Internacionais Contemporâneas. A entidade é vinculada ao Conselho de Estado da China.

"Os Estados Unidos são uma superpotência, mas não podem continuar com sua política unilateral, e isso é compreendido por um número crescente de americanos", disse Cui Liru, em encontro com correspondentes estrangeiros em Pequim, na última sexta-feira.

A interdependência econômica entre China e Estados Unidos será acentuada no futuro, especialmente depois da crise financeira, acredita Cui Liru. A cooperação entre os dois países é vista como fundamental no enfrentamento de problemas globais, da atual turbulência econômica à mudança climática.

Com a maior população do mundo e um crescimento anual médio de quase 10% por três décadas, a China já é a terceira maior economia do planeta. Se continuar no atual ritmo, assumirá o primeiro lugar por volta de 2030.

O país possui armas nucleares, investe na modernização do Exército, é o maior emissor de gases causadores do efeito estufa e disputa com os Estados Unidos o acesso a fontes de energia para alimentar seu crescimento.

Para Bader e Bush III, o ponto de partida para o presidente eleito Barak Obama é a manutenção da estratégia desenhada em 2005 pelo então vice-secretário de Estado americano, Robert Zoellick, que conclamava a China a ser um ator responsável em temas internacionais e propunha cooperação com o país.

Na avaliação de Cui Liru, os conselheiros do presidente eleito têm uma compreensão mais realista e moderada da China do que a atual administração, com a qual Pequim já possui uma relação bastante positiva.

Dentro do modelo desenhado pelos republicanos, o assessor de Obama propõe o aprofundamento da política de engajamento da China nas instituições que regem atualmente as relações internacionais.

Essa postura deve ser reforçada pela decisão dos próprios Estados Unidos de deixarem de agir unilateralmente e também adotarem uma ação responsável no cenário mundial, observou Cui Liru.

Bader e Bush III também ressaltam que a China pode ter um papel crucial no apoio aos esforços americanos para impedir que Irã e Coréia do Norte desenvolvam armas nucleares.

Eles defendem ainda que o futuro presidente americano estimule investimentos chineses nos EUA, uma mudança radical em relação ao governo republicano.

Com quase US$ 2 trilhões em reservas internacionais, a China deveria ser persuadida a investir mais, disse o assessor de Obama.

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