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China quer explorar o pré-sal com a Petrobras

A China quer fechar já em 2009 uma joint venture com a Petrobras para atuar na exploração de petróleo na camada pré-sal e na produção de etanol (álcool combustível). O presidente da China National Offshore Oil Corp (CNOOC), Fu Chengyu, confirmou que está negociando um plano com a empresa brasileira e que a Petrobras vai no próximo mês para Pequim para tratar do assunto.

Agência Estado |

O jornal O Estado de S. Paulo antecipou ontem que os chineses prometem investimentos "multibilionários" em obras de exploração de petróleo no pré-sal. Fu garantiu que "não há crise" e que a estatal chinesa vai se aproveitar dos "momentos difíceis" para as empresas ocidentais e se posicionar nos mercados para garantir sua participação na costa brasileira.

"Em pouco tempo, vocês verão uma grande cooperação e joint venture entre a CNOOC e a Petrobras", disse Fu, que comanda a maior empresa de petróleo offshore da China. "Estamos determinados a fazer um grande investimento no Brasil e queremos conversar sobre isso em detalhes com o governo brasileiro", disse. Fu não antecipa o valor do investimento. "Serão vários bilhões, isso eu posso garantir. O projeto é prioritário para nós. O total de recursos será definido quando o plano estiver concluído", disse. "Espero que seja já no próximo ano."

A Agência Internacional de Energia (AIE) havia alertado há uma semana que a viabilidade do pré-sal poderia ser afetada diante da redução dos créditos nos mercados. A AIE estima que investimentos de US$ 600 bilhões serão necessários na costa brasileira para que a reserva seja explorada. O presidente da estatal chinesa aponta que, para sua empresa, não há crise no momento e nem mesmo a queda no preço do barril parece ser um problema. "Vamos aproveitar que existem problemas com outros mercados nesse momento para nos fortalecer e isso incluirá a costa brasileira, onde temos muito interesse", afirmou Fu. "Temos tecnologia para isso e temos a capacidade de fornecer o que o Brasil precisa." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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