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China quer aplicar e US$ 10 bi no óleo do pré-sal

Chineses, árabes e até as reservas internacionais brasileiras são candidatos a financiar os investimentos da Petrobrás na exploração do óleo no chamado pré-sal. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, disse ontem que os chineses ofereceram US$ 10 bilhões.

Agência Estado |

Os Emirados Árabes também acenaram com recursos de seu fundo soberano. Se necessário, acrescentou Lobão, parte das reservas internacionais brasileiras poderão ser emprestadas à Petrobrás.

"É uma possibilidade. É uma decisão do governo. Se a Petrobrás, um dia, vier a precisar, socorreremos com essas reservas. Elas estão lá, paradas", disse. "Há essa intenção. São reservas que estão lá, à nossa disposição, e que podem ser sacadas a qualquer momento." Ele assegurou que o volume utilizado não colocaria a economia brasileira em risco.

Nos bastidores, Lobão vem defendendo o uso das reservas para financiar o pré-sal desde antes do agravamento da crise internacional, que tornou o crédito mais escasso e caro. A idéia não encontra consenso na área econômica.

Porém, segundo o ex-diretor financeiro da Petrobrás e ex-diretor do Banco Central Carlos Thadeu de Freitas, ela não é ilegal nem inédita. No fim dos anos 1980, a estatal tinha dificuldades em obter dólares para importar petróleo, como reflexo da moratória brasileira de 1987. Para resolver a situação, o BC passou a aplicar parte das reservas nas estatais Banco do Brasil e Banespa, que por sua vez aplicavam os recursos em títulos de dívida emitidos pela petrolífera no exterior.

O ministro disse que os estudos técnicos sobre o novo marco regulatório do petróleo, com vista à exploração do pré-sal, estão prontos. Ontem, ele tentava conciliar sua agenda com a dos demais ministros integrantes do grupo interministerial para uma última reunião.

Lobão disse acreditar que o plano estratégico da Petrobrás será divulgado ainda este ano. "A Petrobrás tem um planejamento de US$ 113 bilhões (de investimento). É um planejamento que se atualiza ano a ano", disse. "Para surpresa dos senhores, até pode ser um planejamento mais alentado, com recursos mais elevados." A revisão do preço dos combustíveis, disse Lobão, só será feita quando a cotação do petróleo se estabilizar.

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