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China quer a Petrobras na exploração de sua costa

A China vai convidar a Petrobras para avaliar a capacidade de produção de petróleo em sua costa. Em entrevista exclusiva ao Estado, o presidente da estatal chinesa CNOOC (China National Offshore Oil Corp), Fu Chengyu, garantiu que quer a estatal brasileira na busca pelo petróleo.

Agência Estado |

Mas coloca seu preço: quer a participação de sua empresa nas futuras explorações de petróleo na costa brasileira para alimentar a demanda chinesa.

Dados da Agência Internacional de Energia (AIE) apontam que 40% da alta na demanda por petróleo até 2013 virá da Ásia e, desse total, grande parte será do mercado chinês. Para os executivos da Chevron, Exxon e Total, a demanda na China é um dos principais fatores da atual alta do petróleo.

Portanto, o descobrimento de reservas de petróleo na costa da China seria considerado até mesmo um "alívio" para o mercado. Mas a região já foi alvo de disputa diplomática entre Japão e China, diante do potencial de exploração em um momento crítico no setor de energia.

Uma das estimativas aponta que o Mar da China teria uma reserva de pelo menos 7 bilhões de barris de petróleo. Mas segundo fontes do setor esse volume seria apenas a "ponta do iceberg".

"Sabemos que temos muito petróleo. Temos a informação já confirmada de que há um reserva importante na nossa costa e as expectativas de que haja ainda mais são enormes. Mas esse petróleo estaria em águas profundas, e sabemos que a Petrobras, hoje, é quem melhor pode identificar isso. Por isso, vamos convidar a empresa brasileira a trabalhar conosco nesse projeto", afirmou Fu. Segundo ele, o convite deverá ser feito ainda neste ano.

Mas o executivo chinês alerta que não será apenas um acordo para participação da Petrobras na sua região. "Queremos também explorar a possibilidade de atuar na costa brasileira, onde existe indicação de grandes reservas", afirmou Fu.

Nos últimos cinco anos, os chineses vêm percorrendo o mundo em busca de novas fontes de energia para alimentar seu crescimento de mais de 9% ao ano. O principal foco até hoje foi a África, onde os chineses promovem um verdadeiro safári em busca de petróleo. Investimentos bilionários foram fechados entre Pequim e os governos de Angola, Sudão e Nigéria, entre outros. Agora, com a possibilidade de novas reservas no Brasil, a China não disfarça seu interesse.

"Existem 3 bilhões de pessoas no mundo que estão se industrializando, um processo que já terminou há cem anos", afirmou Fu Chengyu. "Nos países ricos, cada pessoa consome o equivalente a 17 barris de petróleo por ano. Isso é sete vezes um país emergente e 17 vezes mais que a China", alertou Fu.

Segundo ele, cada pessoa nos países emergentes passará a consumir 5 barris de petróleo por ano em 2015. "Isso exigirá do mundo um aumento de produção de 25% apenas para alimentar essa alta", disse. "De algum lugar teremos de tirar isso."

O presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, afirmou por meio de sua assessoria de imprensa que um convite dos chineses seria "muito bem-vindo". Ele também informou que está avaliando três localidades de exploração na costa na Índia.

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