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China preocupada com o desemprego em massa e protestos sociais

Os extraordinários esforços dos governos para revitalizar a economia mundial vieram de encontro nesta quinta-feira à advertência da China sobre a possibilidade de desemprego em massa, que poderia exacerbar as manifestações sociais, e à queda do índice de confiança econômica da União Européia (UE), que atingiu seu nível mais baixo em 23 anos.

AFP |

Na China, até pouco tempo atrás considerada a salvo da crise mundial, uma nuvem paira sobre as perspectivas econômicas.

Zhang Ping, ministro encarregado da Comissão Nacional para a Reforma e o Desenvolvimento, advertiu nesta quinta-feira que a economia do gigante asiático continua em declive e que o governo deve atuar para evitar um desemprego em massa e novos protestos sociais.

O ministro declarou que alguns indicadores econômicos de novembro revelam um declive acelerado e que, em algumas empresas, a produção enfrenta dificuldades, principalmente as relacionadas com a exportação.

"Algumas companhias cessaram total ou parcialmente suas atividades, o que certamente terá um impacto sobre o emprego. Em algumas áreas, os trabalhadores rurais estão voltando para o campo", acrescentou.

O ministro defendeu as medidas que o governo está tomando para apoiar as empresas em apuros, ao admitir que uma suspensão em massa da produção empresarial resultaria num "desemprego em escala, que poderá provocar instabilidade social".

Os protestos de trabalhadores que perderam seus empregos ou agricultores expulsos das terras se intensificaram nestas últimas semanas no país.

Pequim já preveniu que a situação do emprego é crítica.

O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do país atingiu seu nível trimestral mais baixo em cinco anos, 9%, entre junho e setembro.

A Alemanha, por sua vez, anunciou um retrocesso do desemprego em novembro - 7,1%, contra 7,2% em outubro -, mas o governo reconheceu que a recessão fará o desemprego aumentar mais cedo ou mais tarde.

A França deve divulgar nesta quinta-feira sua taxa de desemprego, que deve confirmar uma queda, como previsto, em relação aos 7,2% registrados no segundo trimestre do ano.

Na Espanha, o chefe de governo, José Luis Rodríguez Zapatero, apresentará um pacote destinado a ajudar os setores automotivo e da construção civil.

Apesar dos esforços dos países da UE, a confiança dos empresários e consumidores do bloco atingiu em novembro seu nível mais baixo em 23 anos, segundo dados divulgados nesta quinta-feira pela Comissão Européia.

O índice de confiança econômica perdeu cerca de sete pontos, situando-se em 70,5 pontos, seu nível mais baixo desde a criação do estudo, em janeiro de 1985.

Na âmbito empresarial, as grandes companhias continuam sendo motivo de preocupação.

O maior grupo de siderurgia do mundo, a ArcelorMittal, indicou que planeja cortar até 9.000 empregos em todo o mundo, o que equivale a 3% de seu quadro de funcionários.

Os empregados serão estimulados a realizar uma demissão "voluntária", segundo a ArcelorMittal, que deve demitir principalmente em setores não produtivos, como vendas, administração e serviços gerais.

A gigante japonesa dos eletrônicos Panasonic, cujas vendas despencaram, reduziu em 90% sua previsão de lucros para o presente ano fiscal.

Na Finlândia, a empresa de celulares Nokia anunciou que suspenderá a venda de aparelhos no Japão, alegando que o sucesso da marca no país ficou abaixo das expectativas.

As companhias aéreas - setor cada vez mais enfraquecido pela crise econômica - registraram uma redução global do tráfego de passageiros pelo segundo mês consecutivo em outubro, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês).

Os mercados, no entanto, se mantêm em alta nesta quinta-feira, estimulados pela constante mobilização dos governos para combater a pior crise financeira desde a Grande Depressão dos anos 30.

burs/rlp/cn/ap

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