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Por Jim Bai PEQUIM (Reuters) - A China planeja aproveitar a queda na demanda global para aumentar suas reservas de petróleo, prevenindo-se contra choques de oferta no futuro, à medida que acelera o desenvolvimento dos setores de energia nuclear e eólica e reduz a sua dependência do carvão, disse Zhang Guobao, chefe da Administração da Energia Nacional.

Ao falar sobre as respostas do país à crise econômica global em uma rara exposição detalhada da estratégia energética chinesa, Guobao disse: "A gravidade do declínio econômico trouxe uma forte queda na demanda por petróleo e uma pressão sem precedentes sobre os preços. A quantidade de petróleo bruto no mercado internacional ainda excede em muito a demanda global".

Em artigo publicado na segunda-feira no jornal oficial Diário do Povo, Guobao escreveu que o declínio global impôs sérios desafios ao setor energético chinês, mas também trouxe a rara chance de fazer ajustes.

Entre outros planos, a China seguirá com o desenvolvimento da segunda fase do plano de acúmulo de reservas estratégicas de petróleo, com a primeira fase já praticamente finalizada, disse Guobao.

Isso pode aumentar a demanda por importações e ajudar a aumentar os preços globais do petróleo bruto, que têm registrado quedas após atingir o pico de alta em julho.

O governo não revelou se completou totalmente os reservatórios da primeira fase, construídos em quatro locais, com capacidade para 102 milhões de barris, o equivalente a 29 dias de importações de petróleo bruto, com base no comércio médio até agora este ano.

As duas primeiras bases, em Zhenhai e em Zhoushan, estão em funcionamento há mais de um ano. A construção do reservatório de Dalian, a quarta base, deveria acabar no fim do ano.

Embora não esteja claro se Guobao se referia à construção ou ao enchimento dos tanques, as palavras aumentaram os sinais de que a China ao menos começou a encher a terceira base, em Huagdao.

Fontes da indústria disseram à Reuters que foram injetados cerca de 7,3 milhões de barris de petróleo em Huagdao no começo de novembro e eram planejadas mais estocagens em dezembro e janeiro.

As fontes disseram que mais da metade do petróleo de novembro foi proveniente da Arábia Saudita.