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China pede que principais potências econômicas estabilizem suas moedas

Pequim, 5 dez (EFE).- A China contra-atacou hoje os pedidos americanos de valorização de sua moeda, o iuane, pedindo às principais economias mundiais - em referência a Estados Unidos e União Européia (UE) - que estabilizem suas divisas, informou a imprensa estatal chinesa.

EFE |

Zhu Guangyao, ministro adjunto de Finanças da China, disse, em entrevista coletiva posterior ao Diálogo Econômico Estratégico China-EUA, que "um meio ambiente econômico estável no exterior é muito importante para os países em desenvolvimento atingidos pela crise econômica".

"Esperamos que os países industrializados assumam a responsabilidade e tomem medidas para manter uma relativa estabilidade de suas moedas", disse o alto funcionário.

As palavras de Zhu ocorrem quando se pensava que seria a delegação dos EUA em Pequim que pediria à China que avançasse ainda mais na valorização do iuane, especialmente depois que, nos últimos dias, a moeda chinesa sofreu pequenas desvalorizações em relação ao dólar, que gerou preocupação nos fabricantes americanos.

A delegação dos EUA, liderada pelo secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, não mencionou o tema da convertibilidade do iuane nos discursos públicos durante o diálogo.

Só em um documento entregue pela parte americana aos jornalistas reconheceu que os EUA confiam em que China "continuará e acelerará" a valorização e flexibilidade do iuane.

Desde julho de 2005, quando a China liberalizou parcialmente sua moeda, esta valorizou 20% em relação ao dólar, reduzindo as tensões entre as duas economias.

A rodada de diálogo, quinta desde que este mecanismo de negociações bienais foi iniciado, em 2006, definiu a cooperação conjunta dos dois países para enfrentar a crise, com medidas como destinar mais US$ 20 bilhões para promover exportações das duas nações a economias em desenvolvimento.

Esse é o último encontro que as duas partes realizam durante a Administração do presidente George W. Bush, mas Zhu expressou na semana passada a esperança da China de que as rodadas semestrais continuarão sob a Presidência de Barack Obama. EFE abc/an

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