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Pequim, 26 ago (EFE).- O Governo chinês instou hoje os outros cinco países que participam da desnuclearização da Coréia do Norte que cumpram suas promessas, após Pyongyang anunciar horas antes a interrupção do processo ao não ter sido retirado da lista de países terroristas.

"Tanto surgem oportunidades como dificuldades. Devemos manter em nossa mente o objetivo da desnuclearização da península coreana (...), cumprir nossos compromissos, reforçar a confiança mútua e trabalharmos juntos para levar adiante o diálogo a seis lados", declarou o porta-voz da Chancelaria Qin Gang.

O porta-voz de turno pronunciava estas palavras em entrevista coletiva horas após Pyongyang divulgar que interrompeu o desmantelamento de seu principal reator, em Yongbyon, no dia 14 de agosto e que estava considerando "reconstruir as instalações", informou a agência central de notícias norte-coreana.

O regime norte-coreano acusou Washington de violar o acordo alcançado pelas duas Coréias, pela Rússia, pelo Japão e pela China para o desarmamento norte-coreano, que se comprometeu a eliminar Pyongyang de sua lista de países promotores do terrorismo em 11 de agosto.

Nesta nova freada para o processo, os Estados Unidos alegaram então que primeiro a Coréia do Norte deve aceitar o método de verificação da inabilitação que eles propõem.

O desmantelamento de Yongbyon, a 90 quilômetros de Pyongyang, começou em novembro do ano passado e seguiu o curso planejado no acordo a seis lados, que registrou um novo avanço em reunião informal de chefes de negociação realizada em julho em Pequim.

A China, como país anfitrião do diálogo, "continuará com seu papel construtivo", anunciou Qin ao se referir a um formato iniciado em 2003. EFE mz/fal

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