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China investiga Vale, BHP e Rio Tinto

O governo chinês prepara uma investigação por suspeita de formação de cartel contra os três maiores produtores mundiais de minério de ferro - a brasileira Vale e as australianas BHP Billiton e Rio Tinto -, informou ontem o jornal econômico "Jingji Cankao Bao", editado pela agência oficial de notícias Xinhua. <p><p>O movimento ocorre pouco mais de uma semana depois de a Associação Mundial do Aço, que reúne as maiores siderúrgicas do planeta, ter pedido ações às autoridades antitruste de todo o mundo contra as três mineradoras, que controlam quase 70% do comércio global do produto.

AE |

O governo chinês prepara uma investigação por suspeita de formação de cartel contra os três maiores produtores mundiais de minério de ferro - a brasileira Vale e as australianas BHP Billiton e Rio Tinto -, informou ontem o jornal econômico "Jingji Cankao Bao", editado pela agência oficial de notícias Xinhua. <p><p>O movimento ocorre pouco mais de uma semana depois de a Associação Mundial do Aço, que reúne as maiores siderúrgicas do planeta, ter pedido ações às autoridades antitruste de todo o mundo contra as três mineradoras, que controlam quase 70% do comércio global do produto. No fim de março, a Associação da Indústria de Ferro e Aço da Europa (Eurofer) já havia solicitado ao organismo de defesa da concorrência na União Europeia que investigasse a suspeita de abuso de posição dominante por parte das mineradoras. <p><p>O confronto entre os produtores de minério de ferro e as siderúrgicas ao redor do mundo se intensificou depois que a Vale negociou com clientes japoneses o reajuste de 97% na cotação do minério e alterou a periodicidade da revisão de preços de anual para trimestral. Em seguida, a BHP anunciou que também modificaria seu mecanismo de negociação e, na sexta-feira, a Rio Tinto disse que seguiria o mesmo caminho. A mudança quase simultânea no formato do reajuste de preços é um dos argumentos dos chineses para sustentar que há uma ação coordenada dos fornecedores nesse mercado. <p><p>A imprensa oficial do país afirma que as "três gigantes" atuam de maneira semelhante em relação ao fornecimento, à definição de preços, transporte e prazos, o que indicaria um "claro abuso monopolístico". A reportagem cita declarações de uma autoridade não identificada do setor, segundo a qual o governo já está colhendo provas para dar início à investigação. As informações são do jornal <b>O Estado de S. Paulo.</b>
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