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China enfrenta mais desemprego; Japão, crise nas montadoras

Alta preocupante do desemprego na China; vendas de automóveis historicamente baixas no Japão; produção industrial morosa na Europa: estas más notícias ilustram a paralisia da economia mundial que derrubaram as Bolsas de Valores nesta segunda-feira.

AFP |

No Japão, as vendas de carros novos, exceto os minicarros, caíram 27,9% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado, atingindo seu mais baixo nível em 41 anos, segundo as concessionárias. Este recuo, o sexto consecutivo, é o mais brutal desde maio de 1974. A última vez que as vendas foram tão baixas foi em fevereiro de 1968.

Na Coréia do Sul, as exportações despencaram em janeiro na comparação com o mesmo mês do ano anterior (-32,8%), devido à queda da demanda, principalmente na China.

Na China justamente, os indicadores são muito preocupantes: a produção manufatureira continuou caindo "rapidamente" em janeiro, segundo o índice dos diretores de compras (PMI) estabelecido pela empresa Markit.

Com isso, o desemprego vem aumentando: aproximadamente 20 milhões de operários migrantes estão sem emprego no país em razão da crise, anunciaram nesta segunda-feira as autoridades, que estão preocupadas com o aumento das tensões sociais.

"Segundo nossos cálculos, 15,3% dos 130 milhões de trabalhadores rurais que migram para trabalhar nas cidades perderam seu emprego ou não encontraram uma nova vaga", afirmou Chen Xiwen, um responsável do governo. O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, pretende agora adotar novas medidas de retomada.

A Rússia também, vítima de uma queda do rubro e de uma alta do desemprego, teme movimentos sociais.

Na Europa, o índice dos diretores de compras (PMI) do setor manufatureiro da zona euro ficou em 34,4 pontos em janeiro, contra 33,9 pontos em dezembro, sempre abaixo dos 50, o que significa que a produção continua caindo.

Na França, a ministra da Economia, Christine Lagarde, declarou nesta segunda-feira que ficará "muito surpresa se a França registrar crescimento positivo em 2009".

Depois da queda de Wall Street na sexta-feira (-1,81%), quase todas as Bolsas mundiais operam em baixa nesta segunda-feira.

Na Ásia, a Bolsa de Tóquio fechou em queda de 1,50% nesta segunda-feira, em um mercado ansioso com as perspectivas de um agravamento da recessão no Japão e nos EUA, e com os resultados desastrosos publicados nos últimos dias das principais empresas japonesas.

As Bolsas da Europa estão operando no vermelho, perdendo entre 2% e 3%.

Nos mercados de câmbio, o euro e a libra recuam, com os operadores apostando na queda das taxas de juros do BCE (Banco Central Europeu) e do Banco da Inglaterra talvez já nesta semana, enquanto o iene servia de valor de fuga.

Os mercados temem agora que os dados mensais de emprego nos EUA para janeiros, que devem ser divulgados na sexta-feira, mostrem que a economia americana perdeu mais meio milhão de empregos.

Eles acompanham também nesta segunda-feira nos EUA os dados de renda e gastos dos consumidores americanos, as despesas de construção e o índice ISM de atividade na indústria. Terça-feira serão publicadas as promessas de vendas de imóveis nos EUA e as vendas mensais de automóveis. A semana será também muito carregada de resultados de empresas.

Nos EUA, os mercados esperam agora novas medidas do governo para ajudar os bancos, ainda em situação precária, principalmente a possível constituição de estrutura de resgate, onde seriam concentrados os ativos bancários "podres", uma solução também estudada na Europa. Segundo o Wall Street Journal, o BCE analisa uma estratégia para criar os chamados "bad banks".

bur-leb/lm

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