No sábado, Pequim anunciou que flexibilizaria o câmbio do yuan, após dois anos

O governo chinês reforçou hoje que a valorização do yuan como quer Washington não resolverá os problemas de desemprego, excesso de consumo e baixo nível de economia dos Estados Unidos. Assim respondeu o porta-voz do Ministério de Assuntos Exteriores chinês Qin Gang às críticas feitas pelo presidente americano Barack Obama, e o secretário de Comércio, Gary Locke, pela baixa valorização da moeda chinesa nas vésperas do início da cúpula do Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e as principais economias em desenvolvimento) e em Toronto, Canadá, neste fim de semana.

No sábado passado, Pequim anunciou que flexibilizaria o câmbio do yuan, que tinha permanecido estagnado em 6,8275 unidades por dólar desde o início da crise em 2008, e na segunda-feira o yuan se valorizou 0,45%, para os 6,7958 unidades, seu nível mais alto desde 1993.

Na terça-feira, a moeda recuou 0,30, por isso que o acumulado da semana é de aumento de 0,19%.

Ao meio-dia de hoje, o também chamado "renminbi" ("moeda do povo") ou "kuai" se situava a 6,8135 unidades com relação ao dólar, quase ao mesmo nível de ontem. Diante de uma possível avalanche de críticas que possam receber os líderes chineses, incluído o presidente Hu Jintao, por manter elevado o yuan, o porta-voz Qin pediu a Washington que não "politize o problema do iuane", já que essa postura "não beneficiará ninguém".

"Eu gostaria de ressaltar que o mecanismo do câmbio do yuan não é a causa do desequilíbrio comercial entre China e os EUA", argumentou Qin, um déficit que nos quatro primeiros meses do ano alcançou os US$ 71 bilhões, segundo dados oficiais americanos.

Pequim culpa pelo desequilíbrio à "globalização" e há anos pede a Washington que os EUA permitam a exportação de produtos de alta tecnologia à China, algo que os americanos se negam pela facilidade com o fim do país asiático pode copiá-los.

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