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China diz que não aceitará preço diferente para minério

A China não aceitará preços diferentes para o minério de ferro do Brasil e da Austrália por causa das taxas de frete, como ocorreu no ano passado, disse o secretário-geral da Associação de Aço e Ferro da China (Cisa), Shan Shanghua. Segundo ele, as siderúrgicas do país querem voltar ao preço de referência único, como nos anos anteriores.

Agência Estado |

"Haverá um único preço para todos", disse Shan. "Não levaremos os custos de transporte em consideração. É uma questão de equilíbrio da competição". No ano passado, as mineradoras negociaram preços diferentes tomando como base os custos variáveis das diversas rotas de transporte.

Depois de a brasileira Vale ter conseguido reajustes que variaram de 65% a 71%, as australianas Rio Tinto e BHP Billiton conseguiram um aumento médio de 85%. Ambas disseram que os reajustes devem refletir o custo mais baixo do transporte do minério australiano para as siderúrgicas asiáticas. O sistema foi ainda mais ameaçado quando a Vale tentou extrair um aumento de mais 10% no meio do ano passado, que não foi obtido por causa da deterioração da crise do crédito e da desacelaração da economia chinesa.

A Cisa também deverá retomar uma tentativa anterior de fazer com que seus membros sigam uma política de preços uniforme quando venderem minério de ferro importado sob contratos de longo prazo no mercado à vista, disse Shan. Segundo essa política, as siderúrgicas que queiram vender minério de ferro em excesso no mercado à vista podem cobrar apenas uma taxa de serviço de 3% a 5%. A medida tem como objetivo manter os preços à vista sob controle, principalmente nesta época de negociação das cotações de referência para o contrato do próximo ano fiscal.

Quando os preços à vista do minério dispararam em relação às cotações de referência no início do ano passado, as siderúrgicas chinesas venderam o minério de ferro que sobrava no mercado à vista, obtendo lucros elevados. As informações são da Dow Jones.

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