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China diz aos EUA que crise ajudará a mudar a economia chinesa

Pequim, 4 dez (EFE).- O Governo de Pequim vê a atual crise financeira como uma oportunidade para transformar sua economia e aproximá-la mais à dos países desenvolvidos, estimulando o consumo nacional, disse hoje a delegação chinesa a representantes americanos no Diálogo Econômico Estratégico entre os dois países, realizado em Pequim.

EFE |

O presidente do Banco Popular da China (autoridade monetária), Zhou Xiaochuan, destacou em discurso que seu país, "em meio à piora da crise, deve aproveitar para transformar seu modo de desenvolvimento".

O desenvolvimento mais sustentável e a expansão da demanda doméstica - agora a economia chinesa depende mais de suas exportações e do investimento estrangeiro do que do consumo - são os objetivos dessa transformação, segundo Zhou, citado por representantes da delegação chinesa.

Zhou disse que a melhor contribuição que a China pode fazer para recuperar o equilíbrio da economia mundial é favorecer seu crescimento estável, e para isso está reajustando sua política econômica.

O presidente do banco central citou como exemplos dessa mudança a transformação de uma política fiscal até agora "prudente" em uma "proativa", e, quanto ao investimento, a passagem das limitações a uma "moderada liberalização".

De hoje e até amanhã, os principais responsáveis de economia da China e EUA realizam a última rodada de diálogo sob a Administração do presidente americano, George W. Bush, que foi a que criou este sistema bienal de intercâmbios em 2006.

A convertibilidade do iuane, tema de preocupação nos EUA, é um dos principais pontos a debate na mesa, especialmente devido à desvalorização sofrida nos últimos dias pela moeda chinesa em relação ao dólar (após dois anos de quase contínua valorização).

Sobre isso, altos funcionários da delegação americana minimizaram o momentâneo ganho de valor da moeda chinesa, indicando que devem ser observados os efeitos a longo e médio prazo em uma divisa que, em três anos, valorizou 20% em relação ao dólar.

Também destacaram que a China "se comprometeu a continuar sua reforma monetária", algo que também indicou depois, em entrevista coletiva, o vice-presidente da Comissão Nacional de Reforma e Desenvolvimento da China, Zhang Xiaoqiang.

De qualquer forma, os membros da delegação americana indicaram que os EUA lembram "em cada oportunidade que tem" à China a necessidade de prosseguir a lenta valorização do iuane. EFE abc/an

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