Segundo acadêmico ligado ao banco central chinês, exportadores do país só podem suportar valorização de 3% a 5%

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A China não deve permitir que o yuan suba mais do que 3% este ano, disse Wang Yong, professor do instituto de treinamento do banco central chinês (PBOC, na sigla em inglês) em Zhengzhou, na província de Henan, em análise publicada nesta segunda-feira no Securities Times.

Citando pesquisa do Ministério do Comércio, do Ministério da Indústria e Tecnologia da Informação e do Ministério das Finanças, Wang disse que os exportadores do país só podem suportar uma valorização de 3% a 5% do câmbio. 

"Portanto, devemos estabelecer uma 'linha vermelha'; deve-se permitir que o yuan se valorize no máximo 3% este ano", disse. "Atualmente, Japão, União Europeia, Austrália, Coreia do Sul, Brasil e outros países já intervieram nos mercados de câmbio para lidar com a valorização de suas moedas locais", disse Wang. 

A China deveria fazer alianças com outros países para evitar que os EUA formem uma coalizão para pressionar pela valorização do yuan, disse Wang. A China pode conseguir isto comprando bônus soberanos da Grécia, Irlanda, Portugal e Itália, ajudando ativamente a Europa a superar sua crise da dívida soberana, e também vendendo bônus do governo japonês de curto prazo e comprando os bônus japoneses de longo prazo para aliviar a pressão de valorização do iene, acrescentou. 

O instituto de treinamento do PBOC treina funcionários para se tornarem chefes de birôs e seções dentro do banco central. Os comentários de Wang não refletem necessariamente o pensamento oficial do banco central. As informações são da Dow Jones.

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