O vice-presidente da Associação de Ferro e Aço da China, Luo Bingsheng, criticou hoje a concentração do mercado de minério de ferro mundial entre a Vale, a BHP e a Rio Tinto, e disse que a associação chinesa se opõe à compra da Rio Tinto pela anglo-australiana BHP. BHP Billiton, Rio Tinto e a brasileira Vale já têm um monopólio sobre o mercado global de minério de ferro e, se houver uma fusão entre duas delas, a situação certamente ficará pior.

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Os comentários foram feitos depois que uma proposta foi apresentada pela BHP ao Ministério do Comércio da China em relação ao seu plano para comprar a anglo-australiana Rio Tinto, na qual a estatal de alumínio chinesa Chinalco tem participação. No início deste ano, a Chinalco comprou 12% das ações da Rio Tinto listadas na Bolsa de Valores de Londres, ou 9% de toda a companhia, junto com a norte-americana Alcoa.

Hoje entrou em vigência uma lei antimonopólio na China, que é o maior importador de minério de ferro do mundo. No entanto, como nem a BHP nem a Rio Tinto têm sede naquele país, o impacto da nova lei chinesa sobre a possibilidade de fusão das duas empresas é incerto.

A Associação de Ferro e Aço da China representa as siderúrgicas chinesas. A China é o maior importador de minério de ferro do mundo. No primeiro semestre, o país comprou 42,1 milhões de toneladas métricas, 22,42% a mais que o volume no mesmo período do ano passado. As informações são da Dow Jones.

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