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China corta impostos e anuncia investimentos de US$ 586 bilhões

O governo da China anunciou ontem um megapacote de estímulo à economia que prevê investimentos de US$ 586 bilhões nos próximos dois anos em projetos de infra-estrutura, meio ambiente, inovação tecnológica e reconstrução de regiões afetadas por desastres naturais. O governo de Pequim também vai reduzir a carga tributária de empresas e aumentar a quantidade de recursos à disposição dos bancos para a realização de empréstimos.

Agência Estado |

A forte retração no ritmo de expansão da economia já levou o banco central a cortar a taxa de juros em três ocasiões desde meados de setembro.

Depois de crescer 12% em 2007, a China está em desaceleração desde o início do ano, quando as autoridades subiram os juros e restringiram o crédito para conter a alta da inflação, que chegou a 8,7% em fevereiro (na medição anual).

No fim de 2007, Pequim também havia adotado uma série de medidas para esfriar o então superaquecido setor imobiliário, um dos que têm peso relevante na composição do Produto Interno Bruto (PIB). Outro segmento importante, o exportador, sofre desde o ano passado com a valorização do yuan em relação ao dólar, interrompida em julho.

Fragilizada pelas dificuldades internas, a economia sofreu um baque maior que o esperado com a crise financeira internacional, que levou ao fechamento de fábricas no sul do país, onde estão concentradas as indústrias exportadoras intensivas em mão-de-obra.

O ritmo de crescimento caiu para 9% no terceiro trimestre, o menor nível em cinco anos, e os dados econômicos indicam que a desaceleração vai se acentuar nos próximos meses.

"Em resposta à mudança na situação, o governo transferiu esforços do combate ao superaquecimento econômico para a busca de desenvolvimento rápido e robusto", disse o jornal oficial China Daily no texto de anúncio do pacote.

Os US$ 586 bilhões equivalem a 84% do pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos para socorrer o sistema financeiro do país. Na semana passada, jornais oficiais chineses afirmaram que o governo estudava gastar US$ 730 bilhões para estimular a economia.

Os recursos serão investidos em dez setores, entre os quais construção de moradia para a população de baixa renda, desenvolvimento da infra-estrutura rural, expansão da rede de água, eletricidade, transporte, meio ambiente, inovação tecnológica e reconstrução de regiões atingidas por catástrofes, em especial o terremoto de 12 de maio. Do valor total anunciado, US$ 58,6 bilhões serão gastos antes do fim do ano.

A economia chinesa deve fechar o ano com expansão em torno de 9,5%, a primeira inferior a dois dígitos desde 2002, quando o índice foi de 9,1%. Para 2009, as previsões variam de 7,5% a 9%.

Os últimos anos em que a China cresceu abaixo de 8% foram 1998 e 1999, logo depois da crise asiática, quando os indicadores foram de 7,8% e 7,6%, respectivamente. Na semana passada, o Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu sua previsão de crescimento chinês em 2009 de 9,3% para 8,5%.

O pacote de estímulo foi aprovado em reunião do Conselho de Estado, presidido pelo primeiro-ministro, Wen Jiabao. Com o anúncio, o governo oficialmente abandonou a política monetária "apertada" e a política fiscal "prudente", em vigor desde dezembro de 2007. A partir de agora, a política fiscal será "ativa" e a monetária "moderadamente ativa".

"Com o aprofundamento da crise financeira global nos últimos dois meses, o governo tem de adotar medidas macroeconômicas flexíveis e prudentes para lidar com a situação complexa e em transformação", disse o comunicado que anunciou as decisões.

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