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China confia nas bases de sua economia apesar da crise

A China afirmou nesta sexta-feira, poucas horas antes da reunião do G20 sobre a crise mundial, que confia nas bases de sua economia, apesar dos sérios desafios apresentados pela situação internacional.

AFP |

Diretores do Banco Central, da Comissão para a Reforma e o Desenvolvimento (CNRD) e do ministério das Finanças admitiram que a crise ameaça diretamente o crescimento chinês.

"Esta crise é um sério desafio que não devemos subestimar", disse Mu Hong, vice-presidente da CNRD.

No entanto, Mu Hong destacou que a origem da mesma "está fora das fronteiras chinesas" e que o impacto no sistema financeiro do país "é limitado", porque "as bases continuam sendo boas".

Mu Hong e o vice-presidente do BC chinês, Yi Gang, enumeraram as razões do otimismo: índices de poupança elevados, contas corrente excedentes, liquidez e existência de reservas de divisas e forte potencial de crescimento dos investimentos e consumo.

Pequim adotou medidas para facilitar o crédito, reativar a construção imobiliária e favorecer as exportações. Também anunciou um plano de medidas fiscais e investimentos de 586 bilhões de dólares até 2010.

O crescimento econômico da China caiu a 9% no terceiro trimestre, o ritmo mais lento em cinco anos. Os dados de outubro publicados esta semana mostraram que a desaceleração prossegue.

Além disso, a produção industrial cresceu 8,2% em outubro, em comparação com o mesmo período do ano passado, enquanto a alta em setembro foi de 11,4%.

A respeito das importantes reservas de divisas de Pequim, as autoridades reiteraram que o país vai manter uma atitude "responsável" e que não pretendem aumentar a crse com a venda apressada de ativos estrangeiros.

"A China tem investido de forma inevitável suas reservas de divisas nos mercados estrangeiros e nós somos muito responsáveis a respeito de nossos investimentos em divisas", declarou Yi Gang.

O vice-presidente do BC admitiu, no entanto, que a inflação deu lugar ao risco de uma deflação e anunciou uma política monetária razoável para combater a possibilidade.

"Desde o ano passado, até junho, lutamos contra a inflação. O governo conseguiu controlar este problema, que foi a prioridade econômica em 2008", declarou Gang.

"Atualmente, no entanto, o governo examina medidas, em particular financeiras e de flexibilidade monetária moderada para prevenir eficazmente uma possível deflação", acrescentou.

A China registrou em outubro a menor inflação em 17 meses, depois de seis meses de desaceleração consecutivos. O índice de preços ao consumidor foi de 4,0% no mês passado, contra 4,6% em setembro.

As reservas de divisas chinesas ultrapassaram 1,9 trilhão de dólares no fim de setembro. Pequim é o segundo maior proprietário em todo o mundo de bônus do Tesouro americano, 541 bilhões de dólares, segundo dados de agosto.

jg/fp-lm

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