Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

China condena 2 à morte por leite contaminado

A Justiça chinesa condenou 2 pessoas à morte, 1 à prisão perpétua e 17 a penas que variam de 2 a 15 anos de prisão pelo envolvimento no escândalo de contaminação de leite com a substância química melamina, que matou pelo menos 6 crianças e deixou 300 mil doentes no ano passado. Outro acusado recebeu pena de morte com suspensão condicional, o que na prática significa prisão perpétua.

Agência Estado |

Usada na fabricação de plásticos e fertilizantes, a melamina faz com que o leite pareça ter um teor de proteína mais elevado que o real. As crianças que ingeriram o produto contaminado tiveram problemas renais graves, em muitos casos com o surgimento de pedras nos rins.

O escândalo veio à tona em setembro, mas a primeira morte ocorreu no fim do primeiro semestre. A entidade Repórteres sem Fronteiras afirmou que jornalistas chineses foram impedidos de divulgar a informação para não manchar a imagem da China durante a Olimpíada de Pequim. Autoridades da província de Hebei, onde o escândalo teve origem, reconheceram que sabiam dos problemas pelo menos desde 2 de agosto.

Apesar da omissão, nenhuma autoridade estava entre os 21 acusados levados a julgamento ontem. Os condenados são dirigentes de laticínios e intermediários responsáveis pela adição de melamina ao leite.

O primeiro a receber a pena de morte foi Zhang Yujun, que, de acordo com a decisão, produziu 775,6 toneladas de "pó proteico" com melamina no período de outubro de 2007 a agosto de 2008 e vendeu 600 toneladas do produto por um valor próximo a US$ 1 milhão. Das 600 toneladas, 230 foram compradas por Zhang Yanzhang, que recebeu a pena de morte com suspensão condicional.

A ex-presidente do laticínio Sanlu, pivô do escândalo, foi condenada à prisão perpétua. Em dezembro, Tian Wenhua se declarou culpada das acusações de produzir e vender produto falso ou de baixa qualidade. Além do Sanlu, outros 21 laticínios colocaram no mercado o leite com melamina.

As 22 empresas fizeram no mês passado uma proposta de indenização de US$ 160 milhões às famílias das vítimas.Cerca de 200 delas rejeitaram a oferta e recorreram à Suprema Corte, exigindo compensação mais elevada.

Pais de algumas das vítimas viajaram à cidade de Shijiazhuang, no sul de Pequim, para acompanhar o julgamento. O advogado Li Fangping disse à agência Associated Press que a polícia impediu os pais de pelo menos duas vítimas de viajarem ao local.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG