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China avança em mercados do Brasil

As exportações brasileiras vêm perdendo espaço para os produtos chineses nos dois dos principais mercados para os manufaturados do Brasil. O alerta está no documento Observatório-China, elaborado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que será lançado na próxima semana e obtido com exclusividade pelo Estado.

Agência Estado |

O estudo mostra que a participação dos produtos brasileiros nos Estados Unidos e na Argentina caiu, enquanto a China ampliou sua participação no mercado desses países. O levantamento também alerta que o Brasil deve perder participação no mercado chinês.

No período acumulado de 12 meses até março de 2008, a China teve uma participação superior à do Brasil nas importações dos Estados Unidos em 20 dos 30 principais capítulos da pauta exportadora brasileira. Desde 2000, os produtos chineses têm aumentado a participação nas importações americanas e atingiram 16,1% do total comprado dos Estados Unidos no mercado internacional. O Brasil, por outro lado, vem perdendo mercado nos últimos quatro anos, passando de 1,5% do total importado para 1,32%.

A participação brasileira nas importações argentinas caiu para 32,3% nesse período, depois de ter atingido 35,9% no período de 12 meses encerrados em março de 2006. Os produtos chineses, no entanto, ganharam espaço no mercado argentino passando de 4,5% em 2005 para 11,4% nos últimos 12 meses concluídos em março.

As exportações brasileiras para a China cresciam até o ano passado a um ritmo superior ao total das importações chinesas, promovendo o aumento da participação brasileira naquele mercado. Mas a CNI afirma que essa tendência deve se alterar, já que os dados do primeiro trimestre de 2008 apontam para uma piora no desempenho brasileiro naquele mercado em relação ao total de importações realizadas pela China.

Ligeira queda

A participação da China como destino das exportações brasileiras apresentou ligeira queda no primeiro trimestre deste ano, após quatro anos de crescimento. Por outro lado, o país ganhou importância como fornecedor do Brasil. O levantamento mostra que as exportações da China para o Brasil têm tido uma expansão maior que as vendas chinesas para o mundo. Esse quadro também deve levar a uma piora no déficit da balança comercial brasileira com a China, que foi de US$ 1,54 bilhão no primeiro semestre de 2008.

As vendas de produtos manufaturados do Brasil para a China também caíram no primeiro trimestre deste ano. Elas representaram 8% de tudo que o Brasil exportou para a China de janeiro a março.

No mesmo período de 2007, os manufaturados representavam 13% das vendas para o mercado chinês. Caíram as vendas de máquinas e equipamentos, eletroeletrônicos, plásticos, veículos e autopeças. Os minérios de ferro continuam dominando a pauta, respondendo por 41% do total vendido para aquele país, mas a participação desses produtos também vem diminuindo nos últimos trimestres.

A Coordenadora da Unidade de Negociação Internacional da CNI, Soraya Rosar, disse que a entidade fará um levantamento trimestral do comportamento das relações comerciais entre Brasil e China para que as empresas tenham dados disponíveis, por setor, para se mobilizarem.

"Agenda China"

Preocupado com o desequilíbrio da balança bilateral, o governo lança hoje, em Brasília, uma Agenda China, que terá como meta atingir US$ 30 bilhões em exportações brasileiras para a China até 2010.

Em 2007, as vendas brasileiras para aquele País somaram US$ 10 bilhões. O documento apontará 619 produtos como prioritários para o Brasil no mercado chinês. Em 2007, esses produtos representaram 67% do total das importações chinesas.

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que o setor de alimentos é o de maior potencial.

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