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China aproveita preços em queda e vai às compras

No momento em que os negócios se retraem e os preços dos ativos despencam no mundo, as estatais chinesas vão às compras para garantir o suprimento de matéria-prima e fontes de energia essenciais ao crescimento econômico do país. Menos de uma semana depois de anunciar seu maior investimento no exterior, Pequim deu mais um passo na segunda-feira para ampliar seu acesso a minérios com a aquisição da australiana OZ Minerals pela China Minmetals, ao preço de US$ 1,7 bilhão.

Agência Estado |

Segundo maior consumidor de energia do mundo, o país também decidiu conceder taxas de juros mais baixas para financiar a aquisição, por suas empresas estatais, de ativos na área de energia em outros países.

A medida faz parte do "Plano de Desenvolvimento para a Indústria de Petróleo e Gás no Período 2009-2011", divulgado na segunda-feira. O documento prevê ainda a realização de estudos para utilização de parte das reservas internacionais do país na criação de um fundo destinado à aquisição de ativos na área de petróleo no exterior.

A China importa cerca de metade do petróleo que consome e a segurança energética está entre as principais preocupações do governo. Quando a oferta de dinheiro seca em todo o planeta, o país asiático se beneficia de sua forte capacidade de investimentos, decorrente do alto nível de poupança interna e da acumulação do maior volume de reservas internacionais do mundo, que alcançaram em dezembro US$ 2 trilhões, mais que o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Na quinta-feira passada, a estatal Chinalco havia anunciado que vai desembolsar US$ 19,5 bilhões para ampliar sua participação na australiana Rio Tinto de 9% para 18%, no maior investimento chinês no exterior.

A Rio Tinto é a terceira maior mineradora do mundo e grande fornecedora de minério de ferro para a China. A aquisição da OZ Minerals vai dar à China acesso direto a minas de cobre, ouro e zinco. As duas operações envolvem companhias que contraíram pesadas dívidas e se viram em situação financeira delicada com o agravamento da crise mundial. O CEO da OZ Minerals, Andrew Michelmore, disse em comunicado divulgado ontem que a oferta chinesa é a melhor opção para resolver a "incerteza dos investidores", além dar segurança aos fornecedores e empregados da companhia.

A China Minmetals vai pagar um prêmio de 50% sobre o preço da ação da OZ Minerals no dia 27 de novembro, e o conselho de administração da empresa australiana sugeriu aos acionistas que aceitem a proposta.

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