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China: apesar da crise, economia dá sinais animadores

Apesar das dificuldades, a economia chinesa vem dando pequenos sinais de melhora, que apontam para uma possível saída da crise atual provocada pela tsunami financeira internacional, dizem os analistas de mercado.

AFP |

Entre os sinais estão um forte aumento do crédito em janeiro, segundo os primeiros indicadores e, no mesmo mês, a moderação da queda da atividade no setor manufatureiro, que representa 40% da economia chinesa.

Dois índices dos diretores de compra, que medem as evoluções deste setor, ficaram abaixo do teto de 50, refletindo uma contração da atividade, porém mais moderada que a anterior.

O índice mais recente, divulgado nesta quarta-feira, da indústria chinesa, aumentou mais de quatro pontos em janeiro, para 45,3, contra 41,2 em dezembro, e 38,8 em novembro.

"Claro que ser menos ruim não significa recuperação", destacou Ken Peng, economista da Standard Chartered.

Mas o resultado é "animador' e mostra que estamos chegando ao fim de um período em que as empresas esvaziavam seus estoques em vez de produzir, o que pode recuperar a confiança econômica", disse.

"Isto anuncia uma possível recuperação na China", afirmaram em uma nota economistas em Hong Kong da Merril Lynch, falando inclusive em "fortes sinais de retomada".

"O primeiro trimestre será ainda difícil", principalmente por causa da queda das exportações, mas esperamos uma sólida retomada a partir do segundo trimestre e mantemos nossa previsão de crescimento a 8,0% para 2009", afirmaram.

Recentemente, o vice-governador do Banco Central Yi Gang afirmou que "a economia chinesa poderia dar uma boa virada no 2º-3º trimestre".

Ainda prevendo um ano muito difícil, as autoridades estão determinadas a fazer o que for preciso para manter o crescimento em torno dos 8%", inclusive se necessário esgotar as reservas de câmbio.

Pequim já anunciou no fim de 2008 um plano em massa de estímulo da economia até 2010, de mais de 450 bilhões de euros, em medidas fiscais e investimentos.

"Podemos adotar novas medidas, oportunas e decisivas, de forma preventiva, antes da retração econômica", declarou há alguns dias o primeiro-ministro Wen Jiabao.

A Standard Chartered espera um plano fiscal em massa que completará as estratégias de persuasão oficiais que facilitaram o crédito desde o início do ano.

Os novos empréstimos, principalmente dirigidos para infraestrutura, totalizaram quase 1,2 trilhão de yuans, (136 bilhões de euros), ou seja, uma alta de quase 50% em variação anual, segundo a imprensa.

"Mas talvez não será possível manter o impulso originado por estes planos assim que seus efeitos se dissiparem", destacou o banco americano.

"Ainda é realmente muito cedo para falar de uma tendência estável de retomada. Há sinais, mas ás vezes com componentes técnicos, como o fim do esvaziamento dos estoques, e a retomada não é necessariamente duradoura", conformou um especialista ocidental.

"O plano de retomada terá um impacto sobre a habitação social, mas há tantos imóveis comerciais à venda que as obras estão paradas; o comércio exterior deve se manter raso, ou mesmo negativo", após as quedas das exportações registradas desde novembro, explicou.

"Estamos longe da retomada generalizada, apesar de efetivamente termos atingido o fundo, no quarto trimestre", acrescentou.

A Bolsa parece acreditar nestas expectativas: Xangai, que perdeu mais de 65% ano passado, recuperou mais de 15% desde o início de janeiro até aqui.

jg/tp/lm

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