O Banco Central da China anunciou nesta quarta-feira uma nova baixa das taxas de juros, a terceira em seis semanas, para apoiar o crescimento econômico.

As taxas de juros sobre os empréstimos com vencimento em um ano foram reduzidas em 0,27%, para 6,66%, indicou o BC em um comunicado publicado em seu site.

As taxas de juros dos depósitos a um ano foi reduzida também em 0,27% e fixada em 3,60%.

As bolsas asiáticas e européias registraram fortes altas nesta quarta-feira, com os mercados esperando quedas nas taxas de juros nos EUA e no Japão.

No início do mês, quando os juros caíram, a China se juntou a um movimento coordenado dos outros bancos centrais.

Semana passada, Pequim adotou uma série de medidas fortes para lugar contra seu próprio desaquecimento econômico, acentuado pela crise internacional e ajudar setores importantes como o das exportações e o imobiliário.

A China está cada vez mais preocupada com o impacto da crise global sobre sua economia e atribuiu em parte a ela o desaquecimento do crescimento no terceiro trimestre.

Entre junho e setembro, o produto interno bruto do gigante asiático registrou alta de 9,0% em um ano, seu nível trimestral mais baixo em cinco anos. Este desempenho colocou o crescimento da economia chinesa abaixo dos 10% (+9,9%) nos três primeiros trimestres do ano, contra 12,2% no mesmo período do ano anterior.

A crise financeira internacional reduz a demanda dos países ocidentais e, portanto, desacelera as exportações chinesas.

Para compensar este fenômeno, a China quer desenvolver o consumo interno, que permitiria às suas empresas continuar funcionando e manter os investimentos.

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