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China anuncia medidas para proteger bancos

A China anunciou ontem um conjunto de medidas para tentar proteger seus bancos e estimular o mercado acionário, que já caiu mais de 60% no ano. O governo de Pequim ordenou que um de seus braços de investimentos, a Central Huijin Investment Company, compre ações dos três principais fornecedores de crédito do país: Industrial and Commercial Bank of China, Bank of China e China Construction Bank.

Agência Estado |

Além disso, a partir de hoje estará extinta a taxa de 0,1% incidente sobre a compra de ações, em uma tentativa de dar fôlego a um mercado que começou a ter perdas antes do agravamento da crise financeira mundial.

Maior banco do país, o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC), viu as suas ações caírem na quarta-feira no limite diário máximo de 10%. Ontem, o ICBC informou que possui US$ 151,8 milhões em bônus do Lehman Brothers, o banco de investimentos norte-americano que entrou com pedido de concordata na segunda-feira.

De acordo com o banco chinês, o valor não é suficiente para provocar impacto significativo em seu balanço. Outra instituição local, o China Merchants Bank, tem US$ 70 milhões em papéis do Lehman Brothers.

Terceira maior instituição financeira do país, o Bank of China comprou ontem 20% do banco La Compagnie Financiere Edmond De Rotschild, por US$ 342 milhões, em mais um movimento de expansão do capital chinês no mercado financeiro internacional.

No ano passado, o fundo de investimentos da China adquiriu participações no fundo de investimentos Blackstone e no banco Morgan Stanley. Na segunda-feira, o Banco da China (banco central) reduziu a taxa de juros pela primeira vez em seis anos e aumentou a quantidade de dinheiro que pequenos e médios bancos têm em caixa para emprestar.

As medidas indicam que a manutenção do crescimento substituiu a inflação no posto de principal preocupação das autoridades de Pequim. O índice de preços ao consumidor recuou mais do que o esperado em agosto, para 4,9%, o que abriu espaço para corte dos juros e adoção de medidas de estímulo à economia.

A maioria dos analistas acredita que novos cortes virão, acompanhados do aumento dos gastos do governo.

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