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China anuncia a quinta baixa das taxas de juros desde setembro

O Banco Central da China anunciou nesta segunda-feira a quinta baixa desde setembro de suas taxas de juros, numa nova medida para flexibilizar sua política de crédito e sustentar sua economia em desacelaração.

AFP |

Ela decidiu reduzir em 0,27% os juros, para 5,31% a taxa de juros sobre os empréstimos a partir de terça-feira e para 2,25% o juro sobre os depósitos.

A 5,3%, "a taxa básica voltou a seu nível mais baixo, do período que foi de fevereiro de 2002 a outubro de 2004", ressaltou Mark Williams da Capital Economics, em uma nota.

A medida visa permitir uma flexibilização moderada da política monetária, explicou o Banco central em seu site.

O instituto reduziu paralelamente a taxa de reservas obrigatórias dos bancos em meio ponto percentual a partir de quinta-feira, o que deve liberar na economia cerca de 300 bilhões de yuans (30 bilhões de euros), que podem ser transformados em crédito, segundo cálculos de Stephen Green, economista em chefe em Xangai da Standard Chartered.

Nas últimas semanas, num cenário de crise econômica, Pequim adotou inúmeras medidas para flexibilizar o controle do crédito e da liquidez que as autoridades observavam nos últimos anos.

No total, ela tirou 216 pontos de base de suas taxas de juros sobre os empréstimos com vencimento em um ano desde setembro, dos quais 108 pontos em uma única vez, ou seja quatro vezes mais que as três baixas anteriores desde meados de setembro (27 PB) e a anunciada segunda-feira.

Para Stephen Greeen, a queda anunciada segunda-feira, mais fraca que prevista, será seguida de medidas similares no primeiro semestre de 2009, para chegar ao patamar para a política monetária: quase 4% sobre as taxas de empréstimos a um ano e 1% para os depósitos a um ano".

"Hoje a política monetária visa apenas a liberar fundos que serão emprestados em projetos de investimentos apoiados pelo governo, reduzindo os custos dos empréstimos para as empresas endividadas, entre as quais inúmeras companhias do Estado ou majoritariamente controladas pelo Estado", disse ele em uma nota.

Aliviando a carga de financiamento das empresas chinesas e melhorando a liquidez, o governo espera ajuda a adoção de seu grande plano de retomada econômica de 4 trilhões de yuans (586 bilhões de dólares) até o fim de 2010, dos quais uma parte não precisada deve ser liberada para o setor privado.

jg/lm

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