Os países que emitem moedas de reserva - utilizadas em larga escala por governos para acumulação de divisas - deveriam assumir a responsabilidade de evitar contágio maior e minimizar choques para outras economias, especialmente para os mercados emergentes, afirmou o vice-presidente do Banco Central da China, Yi Gang, em discurso no Comitê Monetário e Financeiro Internacional (IMFC, na sigla em inglês). Ele defendeu que esforços deveriam ser feitos para o avanço de reformas estruturais e aumento de poupança, com objetivo de promover crescimento global constante e equilibrado no longo prazo.

"É imperativo que as principais economias avançadas coordenem rápida implementação de pacotes de resgate para evitar deflação e facilitar a recuperação global", disse o vice-presidente do BC chinês.

Nos mercados emergentes, no entanto, a China adverte que a injeção de liquidez, derivada das medidas de emergência, poderia ser uma fonte potencial de inflação no curto e no médio prazo.

De acordo com o discurso de Gang, a China está disposta a "fortalecer sua cooperação" com outros países. Já o FMI deveria desempenhar um papel ativo na ajuda aos seus membros no desenho de medidas de solução para a crise, disse.

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