Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

China abafou o caso do leite adulterado

Autoridades da Província de Hebei sabiam pelo menos desde 2 de agosto que leite contaminado com melamina vinha provocando doenças renais em bebês, mas decidiram não divulgar a informação com temor de que ela afetasse a imagem da China durante a Olimpíada. A ingestão da substância química provocou a morte de quatro crianças e deixou mais de 50 mil doentes, no mais escandaloso caso de contaminação alimentar já registrado no país.

Agência Estado |

O Diário do Povo, jornal oficial do Partido Comunista, publicou ontem uma espécie de autocrítica do porta-voz do governo da capital de Hebei, Wang Jianguo, na qual ele diz sentir "profunda culpa e dor" pelas conseqüências dos esforços para abafar o caso. A versão divulgada pelo Diário do Povo é favorável aos dirigentes nacionais do Partido Comunista, pois concentra a culpa nas autoridades da capital de Hebei, Shijiazhuang. O local é sede do laticínio Sanlu, que distribuiu quase metade do leite contaminado.

Mas relatos de jornalistas em várias regiões da China indicam que o conhecimento do fato ultrapassava Hebei. Fu Jianfeng, editor do jornal Southern Weekend, da província sulista de Guangdong, disse em seu blog que foi informado do caso em julho, mas não pôde divulgá-lo em razão da censura que impera no país. "Percebi que seria um imenso desastre de saúde pública", escreveu. O blog foi removido da internet, mas ontem ainda podia ser acessado fora da China.

A entidade Repórteres sem Fronteiras afirmou nesta semana que vários jornalistas foram impedidos de divulgar informações sobre o leite contaminado em julho para não manchar a imagem da China às vésperas dos Jogos Olímpicos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG