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Chega a US$ 150 bilhões a ajuda do governo americano à seguradora AIG

Washington - O governo dos Estados Unidos aumentou em US$ 150 bilhões sua ajuda à maior seguradora do país, American International Group (AIG), informou nesta segunda-feira o Departamento do Tesouro americano.

EFE |

 

O Federal Reserve (Fed, banco central americano) e o Departamento do Tesouro acrescentaram US$ 40 bilhões ao resgate da American International Group (AIG), dinheiro que será destinado à compra de ações preferenciais.

A intervenção do governo americano na AIG começou com um socorro de US$ 85 bilhões em setembro, que subiu para US$ 123 bilhões em outubro.

"Estas novas medidas definem uma estrutura de capital mais duradoura, resolve aspectos de liquidez, facilitará a execução do plano da AIG para a venda de alguns de seus negócios de maneira ordenada, promoverá a estabilidade do mercado e protegerá os interesses do governo e dos contribuintes dos EUA", segundo o Departamento do Tesouro.

A ajuda do governo à AIG no novo plano consiste em um empréstimo de US$ 60 bilhões, investimento de US$ 40 bilhões em ações preferenciais e US$ 50 bilhões em capital, que será usado principalmente para a aquisição de ativos problemáticos, que serão colocados em duas instituições financeiras separadas.

Do total da ajuda, US$ 40 bilhões para esta nacionalização provirão dos US$ 700 bilhões de socorro financeiro que o Congresso aprovou e promulgado por Bush no início de outubro.

No entanto, o Departamento do Tesouro imporá à AIG regras mais estritas que as aplicadas aos bancos no que se refere ao uso desses fundos para as compensações a seus executivos.

Assim, os 70 executivos no topo da hierarquia da seguradora estarão sujeitos a restrições em suas compensações por demissão e ao congelamento de seus bônus, ao contrário das regras aplicadas aos bancos e que afetam apenas cinco altos executivos da empresa.

Segundo o "Wall Street Journal", a nova idéia poderia causar a fúria dos democratas no Congresso, pois o Departamento do Tesouro americano, "enquanto aumenta suas obrigações com a AIG, até agora se recusou a estender a mão aos aflitos fabricantes de veículos automotores".

"O novo pacote é um reconhecimento tácito que o socorro original de US$ 85 bilhões e os US$ 37,8 bilhões adicionais postos à disposição da companhia não estabilizaram a AIG", de acordo com o "Wall Street Journal".

A AIG emprega mais de 100 mil pessoas no mundo todo, e seus negócios estão presentes em pontos "inumeráveis em toda a economia global", acrescentou o jornal americano.

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