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Chefes de Estado e analistas debatem nova arquitetura financeira

La Romana (R. Dominicana), 23 nov (EFE).

EFE |

- Os chefes de estado e analistas econômicos reunidos em La Romana (República Dominicana) para debater estratégias diante da crise financeira internacional tratarão hoje dos reflexos da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, os países mais ricos e os principais emergentes) e da "nova arquitetura financeira".

O objetivo - como explicou no sábado o presidente dominicano, Leonel Fernández - é fazer com que sejam ouvidas "as propostas dos países periféricos" sobre a crise e seus efeitos para que "neste mundo de economia globalizada, ninguém fique de fora".

Juntamente com Fernández, anfitrião do seminário regional, intitulado "A Emergente Ordem Financeira Global", participam o presidente de Honduras, Manuel Zelaya, e a primeira-ministra do Haiti, Michelle Pierre-Louis.

A chefe do Governo haitiano será a moderadora hoje de um dos painéis de discussão, no qual participarão o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, e o vice-presidente de Setores e Conhecimento do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Santiago Levy.

Neste mesmo debate discursarão a secretária executiva da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, Alicia Bárcena, e o diretor do departamento de Gestão Econômica e Redução da Pobreza para esta mesma região, Marcelo Giugale.

O presidente dominicano lembrou no sábado, na abertura do seminário, que o atual "problema financeiro global não é da competência exclusiva do G20", apesar de este grupo representar 90% da economia mundial, mas de um "G-192" que reúna todos os países das Nações Unidas.

Alicia Bárcena defendeu a adoção de medidas que não encontrem uma sobre-regulação nem favoreçam o protecionismo excessivo nos mercados.

Os analistas defenderam que as reformas do sistema financeiro protejam as economias em desenvolvimento.

O investidor americano George Soros, um dos que discursaram, disse que "o sistema financeiro tem que proteger os países periféricos de uma tempestade financeira que se originou nos de centro".

Enquanto o prêmio Nobel de Economia 2001 e professor da Universidade de Columbia, Joseph Stiglitz, enfatizou que "esta é uma crise tão severa que é muito difícil não questionar os aspectos básicos da economia, portanto é preciso repensar a filosofia econômica em todos os países do mundo". EFE jsm/ev/jp

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