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Londres, 21 set (EFE) - O novo presidente da Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, em inglês), organismo regulador do centro financeiro de Londres, questionou hoje o sistema de gratificações milionárias do mundo bancário. Adair Turner, que assumiu o cargo no sábado, disse que os organismos reguladores têm o direito de se perguntar se os bancos estão pagando muito por benefícios irreais e práticas comerciais que só geram problemas futuros. Turner fez essas declarações à emissora Sky News enquanto há rumores de que o Barclays, que comprou os negócios centrais do Lehman Brothers nos Estados Unidos, se dispõe a pagar US$ 2,5 bilhões aos funcionários desse banco de investimento, cuja quebra na semana passada causou fortes turbulências nos mercados mundiais. O Barclays que fez essa aquisição e ele que deve decidir que gratificações dará. Nós não podemos interferir em suas decisões, declarou Turner.

O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, qualificou hoje alguns elementos do sistema de gratificações da City de "inaceitáveis" porque não levam em conta o comportamento a longo prazo, e reivindicou um novo sistema internacional que regule esses tipos de remunerações.

A decisão de pagar gratificações tão exageradas à equipe de funcionários de Nova Iorque enquanto os empregados do Lehman Europa seguem sem receber seus salários causou indignação entre estes, segundo informa hoje o "The Sunday Times". EFE jr/ab/db

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