O diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Dominique Strauss-Kahn, prognosticou nesta segunda-feira uma contração maior do sistema financeiro mundial depois do pedido de concordata do banco de investimentos americano Lehman Brothers.

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"Um longo processo de consolidação dos setores financeiros parece ter se iniciado", comentou o chefe do FMI, na capital egípcia, referindo-se ao período posterior ao da quebra do Lehman e do agravamento da crise financeira nos Estados Unidos.

"O que vemos hoje com o Lehman Brothers começou há meses, mas as consequências no setor financeiro não terminaram, ainda veremos outras", advertiu.

Para Strauss-Kahn, que se reuniu no Cairo com vários dirigentes egípcios, este processo modificará o número de bancos e também sua estrutra, principalmente nos Estados Unidos.

Strauss-Kahn enfatizou que, ao contrário do que aconteceu com o banco de investimento Bear Stearns e com as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, o governo americano se absteve, dessa vez, de socorrer o Lehman Brothers, que pediu concordata nesta segunda.

Strauss-Kahn não quis falar, no entanto, em recessão para caracterizar a situação da economia mundial, apesar de enfatizar a existência de uma "importante desaceleração" sem perspectivas de recuperação antes de 2009.

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