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Chávez pede respeito a mexicanos da Cemex

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, afirmou neste sábado que aceitou reabrir negociações com os empresários mexicanos da empresa de cimentos Cemex, expropriada terça-feira passada depois da nacionalização desse setor pelo governo, mas exigiu deles respeito durante as futuras conversações.

AFP |

"O governo do México nos pediu uma chance para os empresários (da Cemex) para que possamos nos entender. De imediato disse sim", comentou Chávez durante ato no estado de Zulia, 500 km a oeste de Caracas.

"Mas os mexicanos da empresa foram prepotentes, muito prepotentes, e aqui se respeita, compadre", destacou em seu discurso, transmitido por cadeia de rádio e televisão.

Chávez havia ordenado nesta semana a expropriação da Cemex na Venezuela ao não chegar a um acordo sobre a aquisição da maioria de seu pacote acionário.

A Cemex, com presença em 50 países, considerou distante do valor real o oferecimento por parte da Venezuela de US$ 650 milhões pela sua unidade local, um valor abaixo da quantia por tonelada de capacidade de cimento que o governo concordou em pagar à francesa Lafarge e à suíça Holcim por fatias majoritárias nas unidades locais dessas empresas. O governo disse que pagará à Holcim US$ 552 milhões por 85% de sua unidade, e US$ 267 milhões por 89% da filial local da Lafarge.

Relatório publicado terça-feira pelo banco Morgan Stanley, com base no preço pago à unidade da Holcim, indica que as operações da Cemex valeriam cerca de US$ 1 bilhão.

Além disso, segundo a empresa, o governo de Chávez também assumiu uma postura agressiva nas negociações, acusando a companhia de provocar danos ambientais e de não pagar impostos.

A mexicana Cemex, a terceira maior fabricante de cimentos do mundo, chegou a anunciar na quinta-feira que ia recorrer à arbitragem internacional contra a decisão do governo da Venezuela de tomar o controle das operações da empresa no país, após as duas partes não terem conseguido fechar acordo sobre os preços dos ativos.

Para a direção da Cemex, a decisão do governo de Hugo Chávez representa "flagrante violação da Constituição" e de outras leis venezuelanas, além de uma demonstração de falta de respeito em relaçao aos princípios da lei internacional e aos tratados relacionados à proteção recíproca dos investimentos.

A empresa entraria com ação ante "o Centro Internacional para o Acerto de Diferenças relativas a Investimentos por confisco de bens e privação de direitos.

O governo venezuelano impulsiona desde 2007 uma política de nacionalização de indústrias estratégicas na economia, como a dos setores de petróleo, telecomunicações, eletricidade, siderurgia, além de bancos e da indústria de cimento, entre outras.

cd/mg/sd

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