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Chávez pede a Obama solução contra a crise financeira

Caracas, 23 nov (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje que se preocupa mais com a crise financeira mundial do que com a queda do preço do petróleo e reiterou que espera que o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, ajude através do debate a solucionar os grandes problemas do planeta.

EFE |

Chávez, que fez essas declarações à imprensa ao ir às urnas no pleito na Venezuela, disse ainda que os países pequenos também "têm coisas a dizer" e destacou a importância da cúpula da Alternativa Bolivariana para as Américas (Alba), que será celebrada em 26 de novembro em Caracas.

"Desde o sul, os países pequenos e médios também" têm coisas a dizer, disse o presidente venezuelano, que reiterou sua proposta de uma convocação extraordinária de todos os Estados-membros da Organização das Nações Unidas (ONU) para falar da crise.

"A solução não vai sair dos Estados Unidos", contou o governante da Venezuela, quinto exportador mundial de petróleo e um dos principais abastecedores do mercado americano.

A respeito da crise, afirmou que tinha "propostas", embora não tenha fornecido mais detalhes, e acrescentou que "mais do que o preço do petróleo, que não é uma grande preocupação, a grande preocupação é a crise mundial".

O presidente venezuelano rejeitou, além disso, a proposta dos Estados Unidos de que "é preciso solucionar a crise com mais liberdade de mercado" o que chamou de "uma loucura", deixando clara sua preferência por políticas intervencionistas.

"Mais livre mercado, não", falou Chávez, acrescentando que a Venezuela veio "construindo um 'caminho alternativo'", embora este, em seu governo, tenha se traduzido em crises contínuas de abastecimento de produtos básicos, como leite.

Em relação a Obama, Chávez ressaltou que espera que ele "esteja à altura da expectativa que ele próprio criou, que o povo dos EUA criou, à altura do que o mundo espera".

"Fim à invasão do Iraque, fim a Guantánamo, fim às ameaças contra o Irã, contra a Venezuela, contra a Bolívia e do intervencionismo dos EUA; que ele se dedique a solucionar os problemas de seu povo que são muitos", ressaltou o governante venezuelano.

Além disso, pediu para que Obama não se concentre exclusivamente na crise financeira, da qual "todo o mundo fala hoje".

"Parece que já se esqueceram da crise alimentícia", graças à qual "quase um bilhão de pessoas estão passando fome, milhões de crianças morrem" no Haiti, em países da América Latina, na África e na Ásia, ressaltou, ignorando o fato de sua própria política de tabelamento de preços ter causado falta de alimentos na Venezuela.

Também defendeu que o presidente eleito "privilegie relações entre países e povos baseadas no respeito a nossa soberania e dignidade", algo que, segundo ele, não ocorreu na Administração de George W. Bush.

Um dia depois da vitória de Obama, Chávez o felicitou e manifestou através de um comunicado seu convencimento de que "chegou a hora de estabelecer novas relações" entre seus países.

"Estamos convencidos de que chegou a hora de estabelecer novas relações entre nossos países e com nossa região, sobre a base dos princípios do respeito à soberania, à igualdade e à verdadeira cooperação", acrescentou Chávez. EFE eb/ab/jp

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