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O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou ontem que hoje à meia-noite vence o prazo para a nacionalização das fábricas de cimento mexicana Cemex, francesa Lafarge e suíça Holcim, por isso, seu governo vai começar a tomar o controle dessas empresas. Amanhã (hoje), à meia-noite, vence o prazo para a nacionalização (.

..) vamos proceder e nacionalizar as indústrias de cimento", declarou Chávez em seu programa dominical de rádio e televisão Alô Presidente, sem mais detalhes.

O governante venezuelano não especificou em que estágio estão as negociações para a nacionalização das indústrias de cimento nem o preço que sua administração está disposta a pagar por elas.

A decisão do governo de assumir o controle da produção de cimento foi anunciada por Chávez no dia 3 de abril, quando afirmou que pagaria "até o último centavo" pelas ações que passariam para controle público.

Segundo o decreto que regula a nacionalização, publicado em 19 de junho, os acionistas de empresas produtoras de cimento tinham um prazo de 60 dias - que vence hoje à meia-noite - para firmar os termos de "sua possível participação acionária nas novas empresas do Estado".

O decreto presidencial acrescentou que as indústrias de cimento têm como prazo até 31 de dezembro para transferir pelo menos 60% de suas ações ao Estado venezuelano.

Domínio mexicano

O grupo mexicano Cemex é o maior fabricante de cimento e concreto da Venezuela, onde tem três fábricas com capacidade de produção de 4,6 milhões de toneladas de cimento por ano, e gera empregos diretos e indiretos para cerca de 3 mil pessoas, segundo dados da empresa.

Das pouco mais de dez milhões de toneladas de cimento produzidas na Venezuela no ano passado, a Cemex forneceu aproximadamente a metade, segundo dados do mercado. Por sua vez, Lafarge e Holcim colocam no mercado os 50% restantes. O presidente venezuelano defendeu ontem que decidiu nacionalizar as indústrias produtoras de cimento "para impulsionar o plano de construção de casas no país"

Ainda ontem, Chávez anunciou que fará uma nova visita oficial à China em setembro - a quinta desde que começou a governar a Venezuela - para continuar fortalecendo as relações bilaterais.

Durante seu programa de rádio e televisão, Chávez disse que "finalmente" tinha a data da viagem sem dar maiores detalhes.

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