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Chávez e Correa criticam imprensa nas mãos de grupos midiáticos

Assunção, 15 ago (EFE) - O presidente venezuelano, Hugo Chávez, e o chefe de Estado do Equador, Rafael Correa, criticaram hoje a imprensa nefasta nas mãos de grupos financeiros e defenderam que sua atividade seja limitada.

EFE |

Os dois presidentes participaram de uma entrevista coletiva conjunta realizada na estação central de ferrovia Carlos Antonio López de Asunción, na qual também discursou o novo chefe de Estado paraguaio, Fernando Lugo, que hoje tomou posse do cargo.

Chávez e Correa coincidiram na hora de condenar a atividade de alguns grupos midiáticos na América Latina e defenderam a "democratização" da informação.

"Assim como uma imprensa livre é fundamental para a democracia, uma imprensa ruim pode ser nefasta para a democracia", afirmou Correa.

O presidente equatoriano ressaltou que "a imprensa na América Latina deixa muito a desejar", concretamente no Equador, disse.

Ele explicou que existe uma "relação nefasta entre o poder econômico e o poder informativo, e isso é terrível para uma democracia".

Correa destacou que, "dos seis ou sete canais nacionais de televisão que o Equador tem, pelo menos cinco têm ligação com os bancos".

São "meios de comunicação que não defendem a verdade, que defendem o bolso", acrescentou, para depois ressaltar: "É preciso pôr limite a isso".

Neste sentido, lembrou que o projeto da nova Constituição que será votado no dia 28 de setembro no Equador "proíbe os grupos econômicos e financeiros, como em muitos países desenvolvidos, que tenham meios de comunicação".

Ele acrescentou que uma das tarefas fundamentais da democracia é "democratizar os meios de comunicação".

"É terrível essa relação entre poder econômico e poder informativo", disse, pelo que defendeu a criação de veículos de comunicação públicos e a imposição de "limites a esse poder econômico, proibindo-o de ter poder informativo".

Já Chávez lembrou que "o espectro radioelétrico é do Estado", o que significa que "é propriedade social".

O presidente venezuelano explicou o caso da decisão do Governo de não renovar a licença de emissão em aberto do canal "RCTV" e afirmou que nesse caso a única coisa que aconteceu que "acabou a concessão (da emissora) e o dono do espectro, que é o Estado, decidiu não renovar essa concessão".

Lugo, por sua vez, afirmou que seu Governo aposta em uma "informação transparente".

"Não temos nada a esconder" e, por isso, o Paraguai não deve ser conhecido mais "como o país que esconde informação", acrescentou.

EFE jas/db

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