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CARACAS (Reuters) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse nesta quinta-feira que vai nacionalizar a unidade do Santander no país, após uma tentativa de compra por um investidor local que não foi autorizada pelo governo. Em junho, as ações da instituição dispararam com rumores de um acordo de venda, que havia sido desmentida pelo Santander.

'Eles queriam vender o banco a um banqueiro venezuelano, que pediu permissão, autorização, porque assim está nas leis. E eu como chefe de Estado digo 'Não, agora me venda o banco ao governo', disse Chávez em um ato público.

Desde o ano passado, o governo venezuelano vem assumindo fatias grandes da economia, incluindo projetos na área de petróleo, telecomunicações, eletricidade e cimento.

Chávez disse que, após ter a autorização negada, o grupo espanhol recuou da venda. 'Agora os donos dizem 'Não, não queremos vendê-lo'. E agora eu digo 'Não, eu compro, (me diga) quanto vale que nós pagamos'', acrescentou.

O governante disse que iniciará imediatamente o processo de negociação para determinar o preço justo para a compensação.

O Santander possui cerca de 96 por cento do Banco de Venezuela, que é o terceiro maior banco do país em termos de depósitos e o quarto em termos de carteira de crédito, segundo cifras de maio da firma privada Softline.

Em 1994, o Estado nacionalizou o banco em meio a uma aguda crise financeira, mas em dezembro de 1996 a instituição foi leiloada. O grupo Santander comprou na ocasião 93,38 por cento das ações do banco, por 351,5 milhões de dólares.

(Reportagem de Fabian Andres Cambero)