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Chávez diz que queda do petróleo não cessa crescimento do país

Caracas, 22 out (EFE).- O presidente venezuelano, Hugo Chávez, assegurou hoje que o crescimento econômico da Venezuela não será comprometido caso o preço do barril dop petróleo caia para abaixo dos US$ 60, valor estabelecido no orçamento nacional de 2009.

EFE |

"Caso o preço do petróleo caia ao nível de 2007, situado em US$ 64,7 por barril, ou ao de 2006, de US$ 55,21 por barril, a Venezuela não seria afetada, pelo contrário, seguiria crescendo", assegurou Chávez em um ato oficial transmitido em nível nacional por radio e televisão.

O Governo prevê um crescimento econômico de 6% para 2009, segundo o orçamento nacional apresentado ontem perante o Parlamento para sua aprovação, a mesma previsão mantida para este ano apesar da crise financeira mundial.

O Produto Interno Bruto (PIB) venezuelano cresceu 8,4% em 2007, 10,3% em 2006, 9,4% em 2005 e 17,9 em 2004, em contraste com as quedas de 9,2% e 8% em 2003 e 2002, respectivamente, o que derivou da instabilidade política que na época abalou o país.

Chávez disse que o Governo, "além disso, tem plenos poder e liberdade para tomar qualquer medida de economia e de austeridade para que a Venezuela não se abale pelo desastre financeiro".

"O controle de câmbio (vigente desde fevereiro de 2003) é um exemplo destas medidas, que permitiu frear a fuga de US$ 20 a US$ 30 bilhões ao ano", frisou Chávez.

Chávez fez esses esclarecimentos, segundo ele, "para contornar a grande campanha que já começou para pôr medo nos venezuelanos" sobre o futuro econômico do país perante a crise financeira mundial e a previsível queda na demanda de energia que seria gerada.

As declarações do presidente acontecem depois que analistas locais assinalaram que durante o Governo Chávez o país ficou mais dependente do negócio petroleiro e que, por isso, uma crise nesse mercado seria "catastrófica" para o país, membro fundador da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Representantes da oposição política acusam Chávez de dilapidar vários recursos provenientes do petróleo dos últimos anos e que, por isso, o Governo careceria das economias necessárias para enfrentar uma crise econômica. EFE gf/rr

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