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Chávez diz que petróleo estava barato demais

Costa do Sauípe (Bahia), 17 dez (EFE).- O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje que o consenso na Opep para reduzir a cota de produção de petróleo dessa organização a 2 milhões de barris diários busca posicionar o preço do petróleo em um nível médio.

EFE |

"Primeiro, estava demais alto e, depois, estava demais baixo.

Vamos buscar um ponto intermediário", afirmou Chávez na Costa do Sauípe, onde participa da Cúpula da América Latina e do Caribe.

Chávez se absteve de dizer qual é o preço intermediário considerado como adequado para a Venezuela, mas admitiu que o orçamento de seu país para o próximo ano se calculou com base no preço do petróleo a US$ 60 por barril.

"Mas conversando ontem com o presidente mexicano (Felipe Calderón), me dizia que eles o têm em US$ 70", afirmou o governante venezuelano.

O ministro das Finanças da Venezuela, Alí Rodríguez Araque, disse por sua parte que os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) trabalham com um leque de preços "adequados", que varia entre US$ 70 e US$ 100.

"Há uma espécie de consenso na Opep, que não é a posição oficial, mas a de ministros como os da Arábia Saudita, de que um preço de US$ 75 por barril é um preço adequado. A Venezuela coincide bastante com isso", afirmou Rodríguez.

"Na Opep, se fala de uma gama que pode oscilar entre US$ 70, US$ 80, US$ 90 e US$ 100. Temos nosso orçamento na base de US$ 60 por barril como média para todo 2009. Mas ainda há muita incerteza no mundo", disse.

O ministro, que acompanha Chávez na Costa do Sauípe, afirmou que o papel da Opep é tomar decisões, fazer acompanhamentos e ver os impactos para determinar se é necessário tomar novas decisões ou decisões de outra natureza.

"O mecanismo principal que tem a Opep é a regulação da produção para estabilizar o mercado", afirmou.

Rodríguez admitiu que, com os atuais preços do petróleo, a Venezuela teria que fazer um reajuste em seu orçamento.

"Como em qualquer país ou em qualquer família, se você tem uma queda de sua renda, tem que adequar seu orçamento. Não posso dizer de quanto será o corte", disse. EFE cm/jp

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