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Chávez diz que países sul-americanos discutem alternativa a Gasoduto do Sul

Manaus, 30 set (EFE) - O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, disse hoje que as nações sul-americanas estão discutindo um projeto de integração de gás alternativo ao Gasoduto do Sul, promovido por seu país e que transportaria gás venezuelano até Brasil, Argentina e Uruguai.

EFE |

"A Petrobras disse que prefere outro tipo de esquema e agora já não estamos falando do Gasoduto do Sul, mas do projeto de integração de gás do sul", disse Chávez à imprensa em Manaus (AM).

O governante admitiu as dificuldades para construir o duto que ligaria toda a América do Sul, uma obra proposta por seu Governo e que, por seus custos, na ordem de US$ 23 bilhões, foi qualificada pelos críticos de "faraônica".

"Já não seria um longo gasoduto", acrescentou o governante venezuelano ao se referir às dificuldades citadas cada vez que se discute a possível construção de um encanamento de cerca de oito mil quilômetros de extensão que atravessaria grande parte da Amazônia.

O presidente venezuelano disse que, de seu ponto de vista, o Gasoduto do Sul tem que continuar na mesa de negociações como um projeto necessário para a integração energética da região.

Ele admitiu, no entanto, que as principais objeções procedem da Petrobras, que seria um dos maiores parceiros no projeto, pois o Brasil atualmente importa da Bolívia praticamente a metade do gás natural que consome, e precisa aumentar suas fontes.

O governante disse que, em vez do Gasoduto do Sul, a nova proposta é desenvolver um pólo de gás na Venezuela que possa exportar por navio gás natural liquefeito e construir uma ou mais usinas de regaseificação no Brasil.

A Petrobras inaugurou recentemente uma usina de regaseificação para processar gás natural liquefeito importado de países árabes e africanos e que pode ajudar o país a reduzir sua dependência do combustível boliviano.

Segundo Chávez, de qualquer forma, a Venezuela continua sendo o quinto maior país no mundo com reservas de gás natural e, junto com a Bolívia, podem continuar fornecendo o combustível demandado pelo Brasil. EFE cm/db

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